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Escolas acumulam problemas estruturais

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MARCOS RODRIGUES Repórter As escolas do município de Maceió e as da rede estadual estão acumulando problemas que comprometem o ensino público na capital. A Gazeta mostrou, só nesse mês de maio, casos de negligência e falta de estrutura nas escolas, como a Eunice Campos, que logo no primeiro dia de aula, alunos e pais fecharam a rua e queimaram pneus contra a falta de carteiras. Os alunos estavam em cadeiras sem encosto para livros e cadernos. ?Nossos filhos estão estudando sem condições, com risco de adquirir sérios problemas de coluna?, reclamou Maria José de Oliveira, que integra o Conselho Escolar da Eunice Campos. Na Campos Teixeira, no bairro da Ponta da Terra, seus 1.100 alunos andam apreensivos: uma parte do teto está para desmoronar no pátio do recreio. Além do perigo que vem de cima, no chão os problemas continuam. É que o sistema de esgoto está saturado, o que provocou o transbordo das fossas. A rede elétrica também apresenta deficiências e impede a instalação de lâmpadas e ventiladores. BUROCRACIA O secretário de Educação Maurício Quintella culpou a burocracia pela demora nos reparos das unidades de ensino. ?Depois disso ainda tem o problema da relocação dos estudantes, para que o calendário escolar não seja prejudicado?, explicou Quintella. No fim da manhã de ontem, a Secretaria de Estado da Educação informou que técnicos do setor de engenharia visitaram a escola, na tentativa de realizar os reparos. O engenheiro Raul Cleto, chefe do setor de engenharia, confirmou que já tinha informações sobre o estado físico da escola. Segundo Cleto, o problema só será solucionado com uma reforma geral na unidade. ### Vandalismo de alunos também é problema Um outro calo na gestão do secretário Maurício Quintella é a reforma da Escola Estadual Ovídio Edgar de Albuquerque, no Tabuleiro. Com 41 anos de existência, ela nunca recebeu uma ampla reforma. ?Nós estávamos enfrentando problemas para locar um prédio a fim de iniciarmos a reforma?, lembrou o secretário. Quintella tem sob sua responsabilidade 400 unidades de ensino. Parte delas é danificada pelos próprios estudantes. Um exemplo é o investimento em bancas escolares. ?Praticamente todo ano se compram cadeiras. Agora mesmo estamos na fase final para aquisição de 35 mil peças?, observou Maurício. Indagado sobre o problema da Escola Estadual Afrânio Lages, localizada no Cepa, que desde a semana passada está com uma árvore no teto da biblioteca, Quintella não soube explicar porque o problema não foi resolvido. MUNIcípio Na rede municipal, os problemas estruturais das unidades também estão na ordem do dia. Ontem, o secretário municipal de Educação, Regis Cavalcante, visitou a Escola Brandão Lima. A unidade apresenta problemas estruturais e será reformada. Regis critica a herança da gestão anterior, mas disse que até o fim do ano o quadro será melhor do que encontrado. ?Precisamos fazer reparos, reformas gerais e até construções. Quanto às reformas precisamos adequar nossas escolas?, disse Régis. |MR

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