Cidades
Servidor rejeita 10% e amea�a paralisar
REGINA CARVALHO Repórter O impasse entre a Prefeitura de Maceió e os servidores municipais deve continuar, pelo menos até a próxima quarta-feira, dia 1, quando decidem em nova assembléia se aceitam a proposta de 10% oferecida ontem pelo prefeito Cícero Almeida ou param por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam reposição salarial de 25% e ontem baixaram a proposta para 15%, o que não foi aceito pela prefeitura. Segundo as categorias, o acumulado com perdas salariais de 2001 a 2005 é 30.60%. Numa audiência à tarde no gabinete do prefeito Cícero Almeida uma comissão de servidores decidiu avaliar a proposta. O encontro teve a participação dos secretários municipais de Finanças, Fernando Dacal, do Planejamento, Elionaldo Magalhães, da Administração, Regina Helena Almeida, de Comunicação, Marcelo Firmino e do procurador-geral do município Marcelo Brabo. Na reunião, o prefeito disse que não tem como conceder o reajuste reivindicado sem que haja um planejamento, sob ameaça de ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Pela manhã, os servidores realizaram passeata pelas ruas do Centro. A manifestação saiu do Clube Fênix Alagoana, onde realizaram assembléia geral unificada, e reuniu cerca de 600 trabalhadores que seguiram em caminhada, passando pela Secretaria Municipal de Finanças até a Prefeitura de Maceió. Durante a caminhada os manifestantes pediram o fim da violência, lembrando casos rumorosos noticiados pela imprensa. Em frente ao prédio da prefeitura, na Praça dos Martírios, funcionários públicos e sindicalistas pediram ao poder público mais valorização para os servidores. ?A nossa categoria não aceita a proposta do prefeito que quer nos dar menos de 8% de aumento?, declarou o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Sidney Lopes. Ele informou ainda que ?caso as negociações não avancem, os servidores entrarão em greve por tempo indeterminado?. Portando faixas de apoio à Operação Gabiru, desencadeada pela Polícia Federal (PF), eles gritavam palavras de ordem contra a terceirização dos serviços pela prefeitura. ?Só não fomos para a porta da PF porque não deu tempo. Mesmo assim declaramos apoio à operação da polícia?, acrescentou Lopes. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Girlene Lázaro enfatizou a participação maciça no protesto. ?Foi uma manifestação que contou com o apoio de grande parte dos servidores?, acrescentou.