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Mau cheiro do Lix�o provoca protestos

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MARCOS RODRIGUES Repórter A fedentina, associada à fumaça e ao mosqueiro insuportável, voltou a provocar protestos de moradores do Sítio São Jorge, Barro Duro e Jacintinho. Ontem, a reportagem da Gazeta de Alagoas foi até essas áreas e constatou o problema, provocado pela enorme montanha de lixo acumulado no terreno que pertencia à antiga Cobel, o Lixão. Durante dia e noite o amontoado de lixo entra em combustão espontânea, prejudicando a vizinhança. No Barro Duro, na Rua Jonh Richard, os moradores são vítimas do mau cheiro diariamente. ?É o que acontece. De repente vem o vento e com ele um cheiro forte. É assim o dia todo, mas ainda acho que pela manhã é pior?, disse a cabeleireira e manicure Cristina Lúcia da Silva. Ela conta que reformou a casa, colocando laje, para tentar diminuir a invasão de moscas. Se de um lado Cristina Lúcia ainda pensa em resistir e não se mudar do local, no bairro ao lado, o servidor público Carlos Henrique Almeida diz já não suportar mais. Placa de venda ?Moro aqui há dezesseis anos. Já estou com placa de venda na casa. Não quero mais ver as crianças com problemas respiratórios?, conta o morador do Sítio São Jorge, que está vendendo sua casa abaixo do valor de mercado. Na favela da Emater, o mosqueiro e a fumaça são ainda maiores. ?Não posso fazer nada, tenho é que viver do lixo mesmo?, afirmou a catadora Maria do Socorro dos Santos. Segundo o superintendente da Slum, João Vilela, a prefeitura está trabalhando para inutilizar o lixão, porém sem prazo definido. ?Continuamos trabalhando na remediação. Esse é um problema antigo, mas as soluções virão?, garantiu Vilela.

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