Cidades
Protesto de pais e alunos fecha rua
REGINA CARVALHO Repórter Revoltados com mais um adiamento do início das aulas na Escola Estadual Gilvana Ataíde Costa Cabral, no bairro Santa Lúcia, pais de alunos e estudantes queimaram pneus e bloquearam durante toda a manhã a Avenida Belmira Amorim, localizada no mesmo bairro. A dona-de-casa Leda Maria Pimentel da Silva participou do protesto e incentivou outras mães a reivindicar o início das aulas. ?Adiaram por várias vezes o começo das aulas. Alegaram que estavam esperando a chegada de materiais e professores e a gente fica sem saber de nada. Enquanto isso, os alunos estão sem estudar?, lamentou Leda Maria. Mãe de uma adolescente de 17 anos, a dona-de-casa reclamou que sua filha está sem estudar desde o ano passado, à espera do início das aulas na Escola Gilvana Ataíde. ?Disseram que as aulas iriam começar no início de maio, depois ficou para o final do mês. Na verdade, ninguém da Secretaria de Educação veio conversar com a gente para explicar o que está acontecendo?, destacou. O prédio da Escola Estadual Gilvana Ataíde Costa Cabral chama atenção por ser espaçoso e novo. Além do mais iria amenizar o problema de estudantes da 5ª a 8ª série, moradores do bairro Santa Lúcia, que são obrigados a se deslocar para escolas de outros bairros. ?Não tenho como pagar passagem para freqüentar uma escola do Cepa. Esse colégio iria me ajudar muito, mas infelizmente não está funcionando?, informou o estudante Adenilson Lessa. O estudante reclamou que saiu da escola que estudava, em outro bairro, e espera desde o final do ano passado a confirmação de quando começarão as aulas na unidade escolar Gilvana Ataíde. ?Fomos à Secretaria Estadual de Educação cobrar o funcionamento da escola e uma funcionária nos disse que deveríamos denunciar à imprensa o que está acontecendo na Santa Lúcia. Por isso fizemos essa manifestação. Quem sabe assim eles não resolvem o problema??- indagou Adenilson Lessa. Leda Maria declarou que responsáveis pela escola informaram que as aulas somente serão iniciadas depois do concurso público a ser realizado pelo Estado. ?Cada vez eles dizem que é um problema diferente. Só sei que nossos filhos não podem mais ficar sem aulas?, lamentou a mãe de aluno. ### Famílias temem ficar sem o Bolsa-Escola por falta de aula Com a capacidade para receber mais de mil alunos, a Escola Esdual Gilvana Ataíde Costa Cabral, no bairro Santa Lúcia, está fechada porque ainda não chegaram as carteiras escolares. Motivo confirmado pela assessoria de imprensa da Secretaria Executiva de Educação. ?Acredito que no prazo de 15 a 20 dias essas carteiras devem estar chegando às escolas?, declarou a assessora Goretti Pompe. A dona-de-casa Leda Maria Pimentel da Silva lamentou que a falta de carteiras escolares seja o motivo de impedimento para o início das aulas. ?Essa escola vai resolver o problema de muitos estudantes da Santa Lúcia. Muitos foram transferidos da Escola Jaime de Altavilla para a nova escola, mas até agora nada. Queremos saber quando chegam realmente essas carteiras?, destacou Leda Maria, mãe de uma estudante. Adiado A assessoria de imprensa da Secretaria Executiva de Educação acrescentou que somente com a conclusão do processo licitatório estarão garantidas as carteiras escolares. Entretanto, ele foi adiado e somente na próxima semana a Secretaria Coordenadora de Planejamento, Gestão e Patrimônio vai definir a nova data do ?Pregão? para aquisição de 35 mil conjuntos escolares. O Pregão foi adiado em decorrência do pedido de impugnação feito por empresas de Alagoas que se sentiram prejudicadas durante o processo. Bolsa-escola Além do prejuízo com a falta de aulas, pais de alunos temem perder o auxílio do governo federal através do Bolsa-Escola, que tem como uma das exigências a freqüência regular de estudantes na sala de aula. ?Tenho uma vizinha que está com muito medo de perder o dinheiro que recebe do governo, porque o filho deveria estar estudando na Escola Gilvana Ataíde?, afirmou a dona -de-casa Leda Maria. A escola da rede estadual começou a ser construída no ano passado e vai também receber alunos de bairros vizinhos ao Santa Lúcia, como o Cambuci. ?Disseram que as aulas iriam começar no início de maio, depois falaram que seria no dia 20. Quando chegamos lá, adiaram mais uma vez. Isso é o pior de tudo?, lamentou Adenilson Lessa. |RC