Cidades
MP investiga den�ncia de cartel do GNV
BLEINE OLIVEIRA Repórter O Ministério Público (MP) Estadual entrou na briga entre o Sindicato dos Taxistas e os postos de revenda de Gás Natural Veicular (GNV), e instaurou procedimento administrativo para investigar denúncia de cartel no setor. O primeiro passo da investigação será dado na próxima quarta-feira, quando o presidente do Sintaxi, Ubiraci Correia, será ouvido sobre a denúncia. Desde o ano passado a entidade reclama dos preços cobrados pelos revendedores, que além de serem os mesmos em todos os postos, estão muito acima da margem de lucro se comparados à tabela da Companhia de Gás de Alagoas (Algás), que fornece o GNV. Preços altos ?Sempre estranhamos os preços praticados, por isso recorremos ao Ministério Público, a quem reclamamos também dos freqüentes reajustes na bomba? - disse Ubiraci. Segundo o presidente do Sintaxi, desde que começou a ser usado como combustível em Alagoas, em janeiro de 1999, o gás veicular teve seu preço reajustado mais vezes pelos donos de postos do que pela Algás. Para que a população tenha uma idéia do quanto esse valor subiu, Ubiraci revela que em janeiro daquele ano, o preço do metro cúbico na bomba era de R$ 0,39. Seis anos depois, ou seja, em abril de 2005, o metro custa R$ 1,214. Os taxistas entendem que a evolução dos preços está muito acima da expectativa da categoria, que optou pelo gás justamente pelo preço mais atrativo. ?Se continuar subindo desse jeito, em breve estará equiparado ao preço da gasolina? - reclama o dirigente do Sintaxi. Ele lembra que os profissionais da área, bem como boa parte da população, já viveu essa história com o Proálcool. Depois de todo o incentivo para que adquirissem veículos movidos a álcool, muitos se sentiram lesados diante de preços quase iguais aos da gasolina. Todos esses problemas serão relatados por Ubiraci Correia aos promotores Max Martins Oliveira, Denise Guimarães e José Artur Melo, da Promotoria de Justiça Coletiva Especializada de Defesa do Consumidor.