Cidades
Sa�de e prefeitura divergem sobre �bito
BLEINE OLIVEIRA FELIPE FARIAS Repórteres A secretária municipal de Saúde de Maragogi, Adília Pacheco Lima, confirmou ontem, a ocorrência de um surto de diarréia no município, mas ressaltou que a situação está controlada. Ela negou que tenham ocorrido mortes de crianças no município. Segundo a secretária, foi registrado um óbito de paciente vindo de Barreiros (PE), mas este já chegou a Maragogi com o quadro de diarréia. Adília garante que todas as medidas foram adotadas, entre elas a distribuição de hipoclorito. Adélia rebate informação da coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Cleide Moreira, que denunciou à Gazeta, na edição de sábado último, dois óbitos causados por diarréia em Maragogi, e mais um caso suspeito ainda sobre análise. Cleide afirmava na reportagem que Maragogi e 14 cidades alagoanas estavam passando por um surto de diarréia, com causa, ainda não confirmada, de consumo de água contaminada pela população. O prefeito de Maragogi, Marcos Madeira, descartou contaminação na água e prometeu divulgar, hoje, um laudo da Vigilância Sanitária municipal sobre a água consumida na cidade, que é fornecida pela Casal. Ele admitiu que pode haver água contaminada nos assentamentos e acampamentos de sem-terra e em fazendas, onde a fonte de consumo são cacimbas. ?Mas não há problemas na água da cidade?, insistiu o prefeito. O infectologista Fernando Pedrosa, especialista e professor da Universidade Federal de Alagoas, disse que esteve em Maragogi recentemente, acompanhando o trabalho da equipe de Vigilância Estadual e observou que os relatórios mostravam a existência de coliforme fecal na água distribuida pela rede pública. ?Mas essa é uma realidade comum a diversos municípios?. Segundo os especialistas, 80% das doenças dos países em desenvolvimento (como o Brasil) são provenientes da água de qualidade ruim. Nesta situação, a população está sujeita a contrair doenças como a febre tifóide, desenteria, cólera, diarréia, hepatite, leptospirose. O risco aumenta no período de chuva, quando aumenta o volume de matéria orgânica carregada pela água nos mananciais.