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Alunos de Caic enfrentam falta de seguran�a e de estrutura

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REGINA CARVALHO Repórter Alunos da Escola Estadual José Maria de Melo, que funciona no Caic do Benedito Bentes II, convivem diariamente com a falta de estrutura física do prédio, agravada por infiltrações e alagamentos e o problema da violência. A direção da escola confirma que o Caic nunca passou por uma reforma ampla e que alagamentos e vazamentos, principalmente nos períodos de chuva, chegam a prejudicar a circulação de alunos dentro da unidade. ?Na verdade era fundamental que houvesse uma reforma aqui no prédio. Com a chuva aparece muitas goteiras e vazamentos?, declarou a coordenadora da unidade Zilda Soares. SEM QUADRA A prática esportiva foi adiada porque a quadra da escola está totalmente alagada. Nos banheiros a situação também é complicada, já que o vazamento das torneiras alagou o piso e pode acarretar possíveis acidentes, principalmente nos turnos da manhã e tarde, quando estudam crianças da 1ª a 4ª séries. INSEGURANÇA Mais de dois mil alunos estudam nos três turnos do Caic do Benedito Bentes. Desse universo, seiscentos assistem a aulas à noite nas turmas destinadas ao ensino de jovens e adultos. A falta de segurança do prédio tem colocado em risco a vida de estudantes, que denunciaram que a escola está vulnerável à presença de marginais. Segundo relatou José Benedito Lourenço, aluno do período noturno, um estudante chegou a sair da escola escoltado pela Polícia Militar, porque não existe policiamento nas proximidades do local. De acordo com a diretora da escola, Inês Torres, a Secretaria Executiva de Educação foi informada da situação da escola, mas o policiamento estava sendo enviado em dias alternados, o que não intimidou a ação de marginais. Para complicar ainda mais a situação da escola, o muro que cerca o prédio está quebrado, vidros das janelas e cadeados também foram destruídos. No final da manhã de ontem quando terminava mais um dia de aula, alunos, muitos dos quais crianças, arriscavam-se pulando poços de água que se formaram dentro da escola. A Gazeta tentou contato com a Secretaria Executiva de Educação para falar sobre o problema mas não conseguiu. As denúncias de falta de estrutura em escolas públicas estaduais de Alagoas têm sido cada vez mais freqüentes. Na última sexta-feira, revoltados com mais um adiamento do início das aulas na Escola Estadual Gilvana Ataíde Costa Cabral, no bairro Santa Lúcia, pais de alunos e estudantes queimaram pneus e bloquearam durante toda a manhã a Avenida Belmira Amorim, localizada no mesmo bairro. A direção da escola havia prometido iniciar as aulas em maio, o que não ocorreu.

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