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Inverno em Alagoas ter� chuva acima da m�dia, alerta Ufal
CARLA SERQUEIRA Repórter O inverno este ano será prolongado com volume de chuva acima da média. A afirmação é do professor do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luiz Carlos Molion. ?Agosto deve vir com acréscimo de 60% de chuva e ventos mais frios este ano?. Segundo o especialista, o mês de junho é o que apresenta maior probabilidade de tempestades severas. ?Há 35% de chances de cair uma tempestade com até 200 milímetros de chuva durante junho?, diz ele. ?Estamos num período de alerta?. A chuva que cai no Estado é conseqüência de frentes frias que se deslocam do Pólo Sul, passam pela Argentina e chegam no Brasil. ?Elas se movimentam em direção ao Oceano Atlântico, provocam perturbações no mar e os ventos produzidos atingem a costa em forma de chuva?, afirmou Luiz Carlos, explicando que deve chover na capital por mais dois dias. O sol, de acordo com as imagens vistas por satélite pelo radar da Ufal, vai continuar encoberto por nuvens. Uma segunda frente fria já começou a se deslocar para Alagoas e deve estar chegando amanhã, deixando os maceioenses longe das praias no próximo fim de semana. Em Maceió, a recente chuva chegou a derrubar árvores no Centro e no Farol, trazendo prejuízos a motoristas, que tiveram carros amassados; e a alunos, que perderam uma biblioteca quando uma árvore caiu em cima de uma das unidades do Centro Educacional de Pesquisas Aplicadas (Cepa). Na avaliação de Molion, o período não é de ventos fortes e as árvores, possivelmente, caíram por falta de manutenção das vias públicas. ?Elas já deviam estar prestes a cair. Talvez pela ação de cupins. Os ventos desta época do ano não passam de 50 quilômetros por hora. É no mês de novembro que temos os ventos mais fortes por ser um período seco?, garantiu. No interior do Estado, a região do Litoral Norte é a que vem recebendo o maior volume de chuva. As cidades de Maragogi e Japaratinga são as mais atingidas. A cidade de Flexeiras, segundo Luiz Carlos Molion, recebeu recentemente um volume de 80 milímetros de água. A chuva, no entanto, não chega para todos, e as regiões oeste e noroeste de Alagoas continuam esperando que a água caia. Mata Grande, Canapi, Inhapi e outras cidades próximas têm um déficit de chuva de 60% anual.