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Acordo entre usinas reduz polui��o

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Muitas ações positivas em defesa do meio ambiente nasceram depois de grandes impactos causados à natureza. Foi o que ocorreu em 2000, quando uma grande mortandade de peixes provocada pelo lançamento de tibornas fez com que as usinas de cana-de-açúcar assinassem o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Instituto do Meio Ambiente (IMA). Segundo a presidente do órgão, Sandra Menezes, em linhas gerais os termos de conduta estabeleceram para essas empresas formas de reduzir o impacto ambiental causado pela atividade, a exemplo do reflorestamento das matas ciliares, investimentos em educação ambiental nas cidades onde essas unidades industriais estão localizadas e principalmente evitar o despejo de vinhaça dos rios - principal motivo apontado pela mortandade de peixes. O mais importante foi o ganho que esses acordos geraram para o meio ambiente. ?Hoje, as contribuições para poluição das Lagoas Mundaú e Manguaba são provenientes de esgoto e lixo, esta é uma questão mais de falta de educação doméstica de cada um?, diz Sandra. Signatários Pelo menos 11 usinas de cana-de-açúcar são signatários desses termos de ajuste de conduta com o IMA (Laginha Matriz, Uruba, Santa Clotilde, Santo Antônio, Camaragibe, Seresta, Porto Rico, Utinga Leão, Roçadinho, Sumaúma, Capricho e Coruripe). O coordenador de Convênios do IMA, Afrânio Menezes, explica que o cumprimento das regras estabelecidas nos termos são avaliados durante o processo de renovação de licença ambiental. Das 27 usinas e destilarias que operam no Estado, nove já instalaram circuitos fechados de água e as demais estão em fase de teste ou instalação dos circuitos. Com esse circuito fechado houve uma redução considerável do risco de vazamentos de efluentes fora dos padrões para o solo. Pelo menos seis usinas já instalaram sistemas para despoluição das emissões de chaminés. E mais nove estão em fase de instalação. ### Ademi tenta se adequar ao meio ambiente O setor da construção civil é outro segmento que vem se preocupando cada vez mais em reduzir os impactos ao meio ambiente, dando uma adequada destinação aos resíduos sólidos produzidos nas obras. O diretor de Tecnologia da Associação dos Empresários do Mercado Imobiliário (Ademi-Alagoas), Gelson Cerutti, disse que pelo menos quatro construtoras já implantaram o Programa de Gestão Ambiental de Resíduos e mais 15 estão dando início a esse processo. A implantação do Programa de Gestão Ambiental de Resíduos é uma exigência da Resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Desde janeiro deste ano, os construtores estão obrigados a apresentar projetos de gerenciamento de resíduos pra cada uma de suas obras, quer se trate de uma reforma residencial ou da construção de grande porte. A resolução também obriga a todos os municípios a terem seus Planos Integrados de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil. Segundo Cerutti, a grande meta da construção civil é da montagem industrial, como desenvolvimento de produtos que reduzam cada vez mais a geração de resíduos na construção. Isso vai ao encontro do que estabelece o artigo 4º da Resolução 307, de que os geradores dos resíduos deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos. ?Mas antes disso precisamos investir na reciclagem. Hoje, a maior parte das construtoras já vêm fazendo isso, com o reaproveitamento de resíduos gerados por restos de tijolos, concreto, telhas, transformando todo esse material em argamassa?. demolições Estudos realizados em alguns municípios apontam que os resíduos da construção formal têm uma participação de 15% a 30% no material produzido por construções e demolições. Apesar da maior parte dos resíduos ser produzida por pequenas construções, o material proveniente das grandes construções não pode ser destinado desordenamente, por que isso causaria impactos ambientais significativos e expor a atividade empresarial a riscos de autuações, pois dispor os resíduos sem os devidos cuidados estabelecidos pela legislação é considerado um crime ambiental.

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