Cidades
Estudante quer mais vagas na Ufal
Munidos de bandeiras, faixas e gritando palavras de ordem, membros de entidades estudantis percorreram ontem ruas do bairro Tabuleiro do Martins e fizeram ato público dentro da reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Os estudantes pedem a duplicação do número de vagas oferecidas pela Ufal. ?Do jeito que está aí, o vestibular não seleciona, exclui muitos estudantes. Com mais vagas disponíveis, pelo menos podemos dar mais esperança às pessoas que sonham entrar na universidade como os estudantes secundaristas de escolas públicas?, declarou Indira Xavier, presidente da União Secundarista de Estudantes de Alagoas (Usea). De acordo com ela, a maioria das mais de duas mil vagas oferecidas pela Ufal são preenchidas por estudantes que passaram pela rede particular de ensino. Depois de ameaçarem que continuariam realizando protesto dentro do prédio caso não fossem atendidos, o vice-reitor Eurico de Barros Lôbo resolveu receber uma comissão de estudantes. Eles fizeram várias reivindicações, uma delas pedia maior integração da universidade com escolas públicas. Alunos do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Maceió também participaram do ato público e pediram ao vice-reitor isenção da taxa de inscrição para aqueles que estudam na instituição e desejam entrar na Ufal. Os membros das entidades estudantis alegam que muitos alunos do Cefet não têm condições financeiras de pagar a taxa de inscrição para o concurso. ?Por que alunos de escolas estaduais conseguem a isenção e os do Cefet não? Todas são entidades públicas e têm estudantes que não podem pagar a taxa?, declarou Indira Xavier. Movimento A União da Juventude Rebelião (UJR), grêmios estudantis e o Movimento Universitário ?A Correnteza? participaram da manifestação. ?Tivemos o apoio de diversas entidades, inclusive de universitários que também defendem a duplicação do número de vagas na Ufal?, lembrou a presidente da Usea. Durante a reunião com o vice-reitor da universidade, os estudantes lembraram da carência de professores na rede pública de ensino, que acaba, segundo eles, desencadeando aulas pouco produtivas. ?Desse jeito fica difícil de o estudante secundarista entrar na universidade?, explicou Indira Xavier. Os alunos das escolas públicas, entidades estudantis e universitários acreditam que se houver aumento do número de vagas, estudantes oriundos de famílias de baixa renda terão mais chance de entrar na universidade pública. Ampliação O resultado da reunião na vice-reitoria agradou os estudantes. Segundo a presidente da Usea, Indira Xavier, o vice-reitor Eurico de Barros Lôbo informou que a universidade tem discutido uma possível ampliação do número de vagas oferecidas. ?Ele nos prometeu que ainda neste ano a Ufal estará aumentado o número de vagas entre 10% a 15%?, informou a presidente da entidade. A decisão sobre o número de vagas vai depender ainda de uma avaliação feita por gestores da Ufal e de acordo com a necessidade de cada curso oferecido pela instituição. ?Haverá uma reunião de reitores na próxima semana, onde eles também vão tratar desse assunto?, conclui Indira Xavier. |RC