loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Com�rcio denuncia polui��o visual dos pr�dios do Centro

Ouvir
Compartilhar

FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os prédios abandonados no Centro de Maceió formam uma verdadeira coleção de ruínas. Na tentativa de melhorar o visual das fachadas e interiores desses prédios, a Aliança Comercial dos Retalhistas quer incluir as recuperações no projeto de Requalificação do Centro, iniciado o ano passado pela prefeitura. De acordo com a presidente da entidade, Maridete Moura, o número de locais abandonados diminuiu com a chegada dos projetos, mas ainda restam dezenas que comprometem a imagem do Centro. São prédios como do antigo Banco Meridional, em pleno centro histórico da Praça Dom Pedro II, cujas entradas foram fechadas com concreto e as paredes estão tomadas por cartazes e propagandas. A maior parte das janelas está enferrujada e quebrada, dando um aspecto desagradável à área. Poucos metros adiante, na Praça dos Palmares, um velho ?espigão?, que pertencia ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), está abandonado há mais de 10 anos. O local está cercado por ambulantes. Nem mesmo os prédios adquiridos recentemente por órgãos públicos escapam do abandonado. É o caso de um casario da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), na Rua do Comércio. Na fachada foi colocada uma placa da Secretaria do Patrimônio da União, informando sobre o processo de restauração. Só que, há mais de um ano, ele se encontra abandonado. Alguns prédios, que estiveram há anos largados ao abandono, já começaram a ser recuperados, a exemplo da antiga sede do Banco do Estado de Alagoas (Produban) - na esquina do Comércio com a 2 de Dezembro. O prédio onde funcionou o IBGE será recuperado para o funcionamento de uma companhia da Polícia Militar de Alagoas. A presidente da Aliança Comercial Retalhista, Maridete Moura, disse que a situação dos prédios abandonados no Centro foi discutida durante um Fórum sobre Despoluição Visual, realizado pela Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU). ### Caixa estuda linha de crédito de revitalização A presidente da Aliança Comercial Retalhista, Maridete Moura, diz ainda que existe um projeto na Caixa Econômica Federal para oferta de linhas de financiamentos para os lojistas que investem na recuperação dos prédios, conservando suas características arquitetônicas originais, para instalação de moradias. Existe ainda uma lei municipal que garante incentivos, como isenção do pagamento de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), para lojistas que preservam as características arquitetônicas das fachadas dos prédios. De acordo com Maridete, grande parte dos lojistas tem criado uma consciência da importância de preservar as fachadas das lojas. Para aproveitar esse potencial arquitetônico do Centro, a presidente da Aliança Comercial Retalhista está apresentando um projeto à Secretaria Municipal de Turismo para que a sociedade local e o trade turístico conheçam melhor esse patrimônio histórico e cultural da cidade. Maridete ressalta que o projeto de requalificação do Centro não se limita apenas à recuperação de calçadas. Ela salienta que o Centro é o bairro mais bem dotado de infra-estrutura da cidade, mas está com sua capacidade ociosa. REQUALIFICAÇÃO O Centro reúne hoje mais de mil lojas, número que tem aumentado nos últimos meses por causa do projeto de requalificação. ?Hoje, está cada vez mais difícil encontrar um prédio para instalar um ponto comercial no Centro?. Maridete explica que agora as entidades do comércio têm buscado avançar na área social, tratando de questões como a presença de meninos e meninas, que circulam pelo dia no comércio, e moradores de rua que transformam o Centro em dormitório durante à noite. ?Estamos transformando a Aliança numa verdadeira associação de bairro para tratar dessas questões que afetam nossos consumidores?. Ela adianta que o prefeito Cícero Almeida já se comprometeu a instalar um ambulatório médico e banheiros públicos - que não foram incluídos no projeto de requalificação. A Aliança negocia com o governo a aquisição de 50 câmeras para o monitoramento eletrônico das ruas do Centro. ?Esse investimento pode ser creditado como pagamento de ICMS?, finaliza. |FA

Relacionadas