Cidades
Corpo de Bombeiros leva a��o humanit�ria a abrigo de idosos
REGINA CARVALHO Repórter No encerramento do 1º Curso de Direitos Humanos e Princípios Humanitários, homens do Corpo de Bombeiros (CB) escolheram para desenvolver atividades de assistência à Casa Para Velhice Luiza de Marilaque, no bairro de Bebedouro. ?Durante a semana tivemos aulas teóricas e hoje (ontem) escolhemos o abrigo para desenvolver ações humanitárias e solidárias?, informou o aspirante a oficial, Pedro Henrique Seara Barbosa. No abrigo, onde vivem 39 idosas e que atende exclusivamente mulheres, cinqüenta e três alunos e quatro instrutores de Pernambuco, Alagoas e Bahia realizaram várias atividades, dentre elas pintura e limpeza do prédio. Uma psicóloga também foi levada pelos militares do CB à instituição, onde conversou com as idosas e a banda musical trouxe mais alegria e descontração para os moradores da casa. ?A intenção do curso é levar para o militar a questão humanitária. Afinal todos nós temos obrigação de ajudar?, enfatizou a sargento do CB, Luciana Leonardo. De acordo com ela, os militares podem colocar em prática os ensinamentos do curso. A administradora da Casa para Velhice Luíza de Marilaque, Tânia Crisley da Silva, destacou que 70% dos recursos para o sustento da casa são da própria aposentadoria das idosas e o restante oriundo de doações. A casa conta com 26 funcionários que trabalham desde a cozinha, limpeza e também desenvolvem atendimentos de enfermagem. A média de idade é de 80 anos, mas algumas têm mais de 100, como é o caso de Joana da Conceição, com 101 anos. ?A maioria delas é da capital e foi encaminhada pela família?, lembrou a administradora do abrigo. Segundo ela, a ida de homens do CB foi um momento especial, já que elas precisam de carinho e atenção. Admiração ?Foi uma coisa muito boa. Fiquei aqui olhando. É muito lindo mesmo?, definiu assim a presença dos homens do CB, Maria Bispo Silva, de 84 anos. Ela observava atenta todas as atividades. Dona Maria relata que optou por morar no abrigo há seis anos. ?Melhor morar aqui do que ir para a casa dos outros?, disse ela, acrescentando que não teve filhos para acolhê-la. A administradora da casa declarou que um dos principais anseios dos idosos e da própria direção é a criação de atividades alternativas. ?Não temos terapia ocupacional aqui. Seria muito interessante esse serviço para elas ficarem menos ociosas. A única diversão é a igreja que elas sempre vão?, informou Tânia Crisley. Voluntários A Casa para Velhice, fundada em 1957, conta com o trabalho voluntário de três médicos e uma nutricionista. Antônia Gondim, de 85 anos, fala com dificuldade por causa do Alzheimer. Mas conta com entusiasmo que estudou no Rio de Janeiro e foi a 1ª nutricionista a se formar no Brasil. Viúva, há quatro anos ela está morando na casa e tem duas acompanhantes contratadas por seus filhos. ?Alguns parentes chegam e levam as mães para o cabeleireiro, manicure. Outros levam para passar o fim de semana em casa. Ou seja, dão assistência?, diz.