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MST quer soltar acusados de saque

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MAIKEL MARQUES Repórter Arapiraca - Mais de mil agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) acamparam, ontem à tarde, ao lado do Fórum de Arapiraca, para cobrar do Poder Judiciário a liberação de seis trabalhadores presos no dia 18 de abril deste ano transportando meia tonelada de produtos da Nestlé que faziam parte de carga saqueada um dia antes. Líder morto Os manifestantes também cobram da Justiça punição para os envolvidos na morte do líder sem-terra Luciano Alves, o Grilo, morto em setembro de 2003 durante emboscada articulada por duas lideranças políticas de Girau do Ponciano, onde o trabalhador pretendia disputar o cargo de vereador. ?Nós só sairemos daqui com a liberação dos trabalhadores presos?, avisou José Carlos França, um dos líderes da manifestação e da coordenação do MST. Cícera Galdino dos Santos (20), Edvaldo Lima da Silva (26), Elenilson Lima Silva (22), Josevaldo da Rocha Silva (19), Ednaldo dos Santos (19) e Alberto Alves (20) estão presos na Delegacia Regional de Arapiraca desde o dia 18 de abril deste ano. Flagrante Eles foram flagrados pela Polícia Militar, em abril desse ano, transportando, num caminhão fretado em Girau do Ponciano, carga de 500 quilos de alimentos beneficiados e enlatados da empresa multinacional Nestlé, que teriam sido saqueados pelo grupo preso. Os alimentos faziam parte de carga de quatro toneladas saqueada da distribuidora Verdes Mares pelos trabalhadores do acampamento Dandara, em Arapiraca. Fato político Para os líderes dos trabalhadores, a prisão dos acusados é ?um fato político?. ?Essa prisão é vingança contra o movimento. Se houvesse justiça, eles já estariam soltos?, criticou José Carlos França. José Roberto da Silva, da liderança nacional do MST, avisou que os trabalhadores farão manifestação hoje pela manhã em Arapiraca. Também explicou que os trabalhadores ?ficarão acampados? o tempo que for necessário. ?Cobramos da Justiça, por meio de advogados, a liberação dos companheiros. Até hoje [ontem], não tivemos resposta alguma?, completou José Roberto da Silva.

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