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Tronco de �rvore desaba sobre carro e mata o motorista
FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Chuva com vento forte, na manhã de ontem, provocou a queda de uma árvore sobre um veículo, na BR-104, no Tabuleiro do Martins, e a morte do motorista, o vendedor Sandro Costa Cavalcante, 29. O acidente ocorreu por volta das 8 horas da manhã. Sandro estava com a mulher Lucélia Cavalcante - que teve apenas ferimentos numa das mãos - no veículo Fiat Prêmio, placa MUO 7255, que ficou completamente destruído. O Corpo de Bombeiros foi acionado, porque Sandro ficou preso nas ferragens do carro. Quando o carro de resgate chegou ao local, Sandro já estava morto. A cunhada de Sandro, Katarina Maria Cavalcante Costa afirmou que era o caçula dos homens, de uma família de sete irmãos. Ele trabalhava em uma revendedora de alimentos em Rio Largo. ?Provavelmente, estava levando a esposa para o trabalho?. Outro irmão de Sandro, Alexandre Cavalcante, estava completamente transtornado. Militares do Corpo de Bombeiros tiveram que usar motosserras para tirar os troncos das árvores sobre os veículos. O acidente provocou um congestionamento no trecho da pista no sentido Rio Largo/Centro. QUEDA DE ÁRVORES De maio para cá, mais de 10 árvores já tombaram em vários pontos da cidade. A maior parte caiu durante período de chuva intensa. São árvores de grande porte, cuja raiz não tem sustentação com terreno encharcado. Mozart Amaral, superintendente da Somurb - órgão municipal responsável pela poda - garante que o trabalho de corte é rotineiro. Só que tanto para poda como para corte de árvores, é preciso ter autorização da Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). ?Temos vários processos para corte e podas em tramitação na Sempma?. O secretário municipal de Proteção ao Meio Ambiente, Ricardo Ramalho, garante que o processo tem um andamento rápido. ?Só em casos de corte de grande quantidade de árvores numa determinada área é necessário uma análise mais minuciosa?. Ramalho lamentou o acidente ocorrido ontem de manhã, resultando na morte de Sandro. No entanto, disse não ser necessário condenar todas as árvores. O secretário argumentou ser comum aumentar o número de quedas de árvores na chuva, já que o solo fica encharcado e acaba não dando sustentação à raiz das plantas.