Cidades
Juiz quer certid�es de �reas que MLST ocupa
BLEINE OLIVEIRA Repórter O cartório civil de Murici tem prazo de cinco dias para encaminhar à Justiça uma lista com as certidões de propriedade das fazendas Carrapateiras, Arroais, Seridó, Guanabara, Nincho, Cansanção e a área chamada sede, todas ligadas à Usina São Semeão, naquele município. As fazendas, que somam mais de cinco mil hectares, são alvo de disputa entre particulares e trabalhadores do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). A lista foi solicitada ontem pelo juiz da comarca de União dos Palmares, José Lopes Neto, em mais uma tentativa de resolver o impasse em torno das terras reivindicadas pelos trabalhadores para fins de reforma agrária. Representantes do MLST, do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas e o ouvidor agrário estadual, Valdivan Raimundo dos Santos, participaram da reunião com o juiz. A Usina São Simeão pertence ao governo federal há mais de seis anos. O MLST quer saber se há débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para facilitar o processo de desapropriação. ?O juiz pediu a lista também ao INSS?, disse Valdivan Raimundo. Segundo o ouvidor agrário, vencido o prazo, haverá nova reunião para discutir o impasse. Enquanto isso, as famílias acampadas não aumentarão a área de plantio até uma decisão final quanto à posse das terras que ocupam desde 2002.