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Comunidade fecha AL-215 contra falta de seguran�a
FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Marechal Deodoro - Cerca de 300 moradores do povoado Cabreiras, em Marechal Deodoro, bloquearam ontem de manhã um trecho da AL-215, para protestar contra a falta de segurança na rodovia, que já resultou, em pouco mais de um ano, em mais de 10 Jatropelamentos, inclusive com morte. A interdição da rodovia durou quase sete horas e provocou um longo congestionamento dos dois lados da pista, principalmente de ônibus e transportes alternativos. Alguns moradores de Marechal, que estudam ou trabalham em Maceió, tiveram que aumentar o percurso em quase 80 quilômetros para chegar à capital. Eles tiveram que pegar a BR-101 para cortar caminho pela estrada do Pólo Cloroquímico. Os manifestantes queimaram pneus e bloquearam a rodovia com cavaletes de madeira e galhos de árvores. O trânsito só era liberado para passagem de ambulâncias. O protesto começou de madrugada, por volta das 2h30, e só terminou às 9h30, depois de um termo de compromisso assinado pelo diretor de Transportes e Trânsito do DER, Alexandre Acioly, comprometendo-se em iniciar, amanhã, a construção de duas lombadas no trecho de cerca de 300 metros, onde ocorreu o protesto. Depois de muita conversa, os moradores liberaram a pista. De acordo com um dos líderes da manifestação, Paulo Alves da Silva, em março, depois de um protesto feito pelos moradores, o DER prometeu em 90 dias reforçar a segurança da rodovia. Só que a promessa não foi cumprida. ?Há 15 dias, mandamos uma carta para o DER informando que iríamos fechar de novo a pista, caso nada fosse feito?. O último acidente grave registrado na rodovia foi em janeiro, quando um motorista embriagado atropelou e matou um morador do povoado. Histórias trágicas Várias famílias do povoado têm história de parentes que foram vítimas de atropelamento na pista. Rosângela da Silva, 13 , foi atropelada quando tinha apenas 3 anos de idade. Ela passou mais de três meses internada na UTI da Unidade de Emergência. Como a pancada foi toda na cabeça, ela sofre hoje de problemas mentais. Anda com dificuldade, perdeu a visão do olho esquerdo, não fala e tem o braço direito paralisado. A mãe da garota, Josefa Maria da Silva, 39, disse que conseguiu no INSS um benefício de um salário por causa da debilidade da filha. Mas desistiu de esperar que a Justiça condenasse o motorista responsável pelo acidente a pagar uma indenização. ?Sabemos que o motorista era de Taperaguá - outro povoado de Marechal - só que ele nunca assumiu a responsabilidade pelo acidente?.