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Nº 5714
Cidades

Sa�de espera vacinar mais de 270 mil c�es hoje

A Secretaria de Estado da Saúde realiza hoje, 4, uma campanha de vacinação anti-rábica. A abertura oficial da campanha acontecerá no PAM-Bebedouro, às 8 horas, com a presença do secretário estadual da Saúde, Álvaro Machado, e do secretário municipal, Ad

Por | Edição do dia 04/05/2002 - Matéria atualizada em 04/05/2002 às 00h00

A Secretaria de Estado da Saúde realiza hoje, 4, uma campanha de vacinação anti-rábica. A abertura oficial da campanha acontecerá no PAM-Bebedouro, às 8 horas, com a presença do secretário estadual da Saúde, Álvaro Machado, e do secretário municipal, Adeilson Loureiro. A meta é vacinar 270.368 cães e 138.184 gatos. A raiva humana é uma doença 100% letal e continua fazendo vítimas, em pleno Século XXI. Em Alagoas ocorreram duas mortes em 1999, nenhum caso foi registrado em 2000, mas no ano passado, morreram três pessoas; duas crianças, em Mata Grande e Arapiraca, e um adulto em Maceió. Para reforçar o combate à doença, o secretário de Estado da Saúde, Álvaro Machado, determinou a realização de duas campanhas de vacinação anti-rábica em 2002, nos meses de maio, em nível estadual e outra definida pelo Ministério da Saúde, para o mês de setembro, a ser feita em todo o País. O vírus da raiva pode ser transmitido por lambida de um animal infectado em mucosas ou pele lesada, por mordida ou arranhão. “Só através da vacinação é possível proteger as pessoas e os animais da doença”, afirma o secretário Álvaro Machado. Na campanha estadual, serão disponibilizadas 450 mil doses de vacina. A intensificação será de 100% em todos os municípios, porque a situação epidemiológica não permite distinguir quais as áreas de maior risco. Segundo Valmir Costa, técnico responsável pelo Centro de Zoonoses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a persistência de óbitos ainda hoje, apesar das campanhas de vacinação em massa, deve-se a dois principais fatores: a existência de cães vadios, sem donos, que não são atingidos pelas campanhas de vacinação e tornam-se a causa básica dos focos do vírus da doença e a dificuldade ou a ausência de um serviço de vigilância epidemiológica da raiva nos municípios, capaz de detectar os focos de raiva felina ou canina. “É importante citar que até em São Paulo, onde o serviço de vigilância epidemiológica é um dos mais eficientes do País, ocorreu caso de óbito por raiva, ano passado”, comenta Valmir Costa. Outros casos foram registrados em Rondônia, no Pará, Piauí, na Bahia (em Salvador), Mato Grosso e no Maranhão.

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