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Nº 5709
Cidades

Congresso discute import�ncia da Medicina Legal em casos de tortura

A importância da perícia nos crimes de tortura foi tema de uma mesa-redonda realizada, ontem, na IV Jornada de Medicina e Odontologia Legais no Nordeste, no salão de convenções do Hotel Meliá. Paralelo à jornada, foi realizado também o I Congresso Brasil

Por | Edição do dia 04/05/2002 - Matéria atualizada em 04/05/2002 às 00h00

A importância da perícia nos crimes de tortura foi tema de uma mesa-redonda realizada, ontem, na IV Jornada de Medicina e Odontologia Legais no Nordeste, no salão de convenções do Hotel Meliá. Paralelo à jornada, foi realizado também o I Congresso Brasileiro de Acadêmicos de Medicina e Odontologia Legais e a II Jornada Alagoana de Medicina e Odontologia Legais, promovidos pela Sociedade Brasileira de Medicina Legal (SBML). A mesa-redonda sobre Perícias nos Crimes de Tortura teve a participação do professor Genival Veloso de França, da Paraíba, membro da Anistia Internacional. Veloso afirmou que muitos Institutos Médicos Legais (IML) não possuem a estrutura necessária para realizar perícias. Difícil “Muitos sequer possuem um raio-x, equipamento indispensável para observar lesões localizadas na parte óssea”, exemplificou. Ele enfatizou que o trabalho da perícia legal no caso de tortura é bastante difícil, porque a maioria dos torturadores são pessoas qualificadas. “A própria polícia repressiva é, na maior parte, responsável por atos de violência. Além disso, as próprias vítimas escondem-se na relação estreita entre torturador e torturado”. O presidente do Congresso, Gerson Odilon Pereira, disse que a Medicina Legal sempre foi estigmatizada por isso, a realização de jornadas e congressos sobre o assunto são de fundamental importância para despertar o interesse dos estudantes pela área. Ele ressaltou a necessidade de que para o bom desempenho da Medicina Legal são necessários institutos estruturados e com profissionais qualificados e capacitados. Essa estruturação, ressalta Odilon, poderia ter evitado problemas com no caso das ossadas encontradas em cemitérios clandestinos em Alagoas, há alguns anos. “A identificação dessas ossadas deveria ter sido feita de forma minuciosa. Jamais deveriam ter sido feitas escavações que acabaram misturando todas as ossadas, dificultando a identificação delas”.

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