Cidades
Alagoanos surpreendidos com adiamento da entrega de arma
FÁTIMA ALMEIDA Repórter A sede da Polícia Federal (PF) ficou lotada, durante o dia de ontem, de pessoas que procuraram a instituição para entregar suas armas ou regularizar o porte, no que seria o último dia da campanha nacional pelo desarmamento. Mas os alagoanos foram surpreendidos pela informação de que o Ministério da Justiça prorrogou prazo para a entrega das armas, até o dia 23 de outubro. Para a regularização do porte, no entanto, a informação era de que o prazo não seria prorrogado. Por esse motivo, as filas que se formaram eram constituídas, em sua maioria, por policiais militares e civis, que precisavam regularizar o porte de arma. O PM Marcelo Ferreira da Silva tem sua arma há cinco anos, segundo ele, registrada na instituição onde trabalha. ?A nova lei exige o registro, também, na Polícia Federal, por isso estamos aqui?, explicou. Prisão em flagrante Como ele, cerca de 200 pessoas já tinham comparecido à sede da PF, ontem pela manhã, para fazer o registro. Depois de encerrados os prazos, o cidadão encontrado com uma arma não registrada pode ser preso em flagrante e responder pelo crime, inafiançável, de porte ilegal, mesmo sendo policial. De acordo com o agente federal Jailson Almeida, o movimento cresceu intensamente desde o início da semana. Os números da entrega voluntária, que vinham se mantendo numa média de 20 a 25 armas por dia, chegaram a mais de 300 na última terça-feira. Em dois dias, no município de Delmiro Gouveia, foram entregues 96 armas, segundo o agente. Oito mil armas Desde que foi iniciada a campanha, há cerca de um ano, a Polícia Federal já recolheu mais de oito mil armas em Alagoas, ocupando, proporcionalmente ao número de habitantes, a 13ª posição no Brasil. O arsenal é o mais diversificado possível. Espingardas, pistolas de diversos calibres e armas artesanais.