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Irregularidade atinge 40% de ve�culos com carga t�xica

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FÁBIA ASSUMPÇÃO CARLA SERQUEIRA Repórteres Cerca de 500 caminhões registrados em Alagoas fazem transporte de cargas perigosas, como álcool, gasolina e ácido. O fluxo no Estado é ainda maior, considerando veículos de outras cidades que transitam em território alagoano. Em caso de acidentes, estes produtos, em sua maioria inflamáveis, podem causar sérios danos, inclusive ao meio ambiente. Apesar do perigo, em torno de 40% dos veículos fiscalizados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) apresentam irregularidades no Brasil. ?Em Alagoas, a realidade não é tão diferente?, afirmou Teógenes Café, presidente do Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas - Inmeq - órgão ligado ao Inmetro. Segundo ele, até o ano passado, quando o Inmeq foi criado no Estado, esse tipo de fiscalização praticamente não existia em Alagoas. Em maio deste ano, um caminhão que transportava defensivos agrícolas tombou às margens do Rio Camaragibe, em Joaquim Gomes, após o choque com uma carreta de cervejas e refrigerantes. O acidente por pouco não causou prejuízos irreversíveis ao meio ambiente. Mas várias pessoas que tiveram contato com o produto foram internadas com sintomas de intoxicação. Para fazer a limpeza da área foi necessário o trabalho de equipes especializadas em produtos químicos. Para evitar acidentes como esses, técnicos do Inmeq vão intensificar a fiscalização em Alagoas. Este ano, duas blitze foram montadas em rodovias estratégicas. A primeira foi realizada na AL 101-Sul, em Marechal Deodoro, e a segunda, no último dia 20, num trecho da BR-101, em Messias, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal. O primeiro item observado pelos técnicos é o Certificado de Inspeção Veicular, emitido pelo Inmeq, que deve ser renovado anualmente. Também é conferida a qualidade dos pneus, das válvulas, extintores, chassi e os equipamentos de segurança, como fita de isolamento. Além disso, a carga tem que estar quantificada e nomeada na parte externa do veículo. Outra exigência é a formação do condutor. ?O motorista tem que está preparado para saber agir em caso de acidente. Numa emergência, ele é que vai isolar a área e manter as pessoas distantes?, explica Teógenes Café. ### Caminhão de usina é retido em fiscalização do Inmetro O tráfego de caminhões que transportam cargas perigosas é intenso em rodovias que cortam Alagoas, sejam estaduais ou federais. De acordo com o presidente do Instituto de Metrologia e Qualidade de Alagoas (Inmeq), Teógenes Café, o Estado está na rota de dois importantes destinos de cargas deste tipo: o pólo de Camaçari, na Bahia; e o porto de Suape, em Pernambuco, uma porta de entrada de combustíveis no Brasil. ?Tem também as nossas usinas que promovem um grande tráfego de caminhões com álcool do interior do Estado até o Porto de Maceió?, observa. Caminhão apreendido Na última fiscalização realizada pelo Inmeq e técnicos do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) em Alagoas, segunda-feira, dia 20, um caminhão da Usina Santa Clotilde foi apreendido pelos fiscais. ?O veículo nunca passou por uma inspeção do Inmetro?, explicou o chefe do Posto de Carga Perigosa do Inmetro, Mariano Marcelo. O motorista disse que o veículo é usado para transporte de óleo diesel e que naquele momento estava vazio. Mariano explicou que os motoristas de cargas de alta periculosidade precisam passar por uma capacitação, que é comprovada por meio da carteira de Movimento de Produtos Especiais (Mope). Esses cursos são feitos por instituições como o Senai. Em casos como o de transporte de gases, o próprio fabricante do produto garante a capacitação. O presidente do Inmeq, Teógenes Café, explicou que apenas em casos de riscos extremos de acidente, o veículo é retido. Nos demais casos, eles são liberados e notificados a comparecerem ao órgão para regularizar a situação, mas são penalizados com multas que variam de R$ 400,00 a R$ 8 mil. Os veículos devem, ainda, estar corretamente sinalizados sobre o conteúdo da carga. ?Só que esta sinalização não pode estar presa ao tanque e sim ser removível?, completou. Essa foi uma das irregularidades verificadas no caminhão que Mariclênio José dos Santos, que há mais de 20 anos faz o transporte de cargas perigosas, dirigia. Ele saiu do Recife (PE) e estava a caminho de Laranjeiras (SE) para buscar dióxido de carbono, quando foi surpreendido pela operação. Mariclênio foi notificado, para que a empresa onde trabalha corrija as irregularidades. |FA e CS

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