Cidades
Grupo pede o fim de viol�ncia contra gay
MARCOS RODRIGUES Repórter O movimento homossexual alagoano realizou, ontem, mais um protesto pedindo o fim da impunidade para a violência cometida contra homossexuais no Estado. Segundo os números apresentados pelo Grupo Gay de Alagoas (GGAL), somente este ano foram assassinadas, em circunstâncias violentas, 11 pessoas. Para o movimento, o mais grave, além das mortes, é a falta de informações sobre o andamento dos inquéritos. Segundo a presidente do GGAL, Cassandra Nascimento, o problema é maior porque não existe cobrança da sociedade. ?Infelizmente, existe uma falta de cultura entre as pessoas, que nos consideram inferiores. É como se fôssemos, para alguns, pessoas cuja vida não tem importância. Basta observar as próprias circunstâncias das mortes. Normalmente são muito violentas?, destacou Cassandra. Ela, juntamente com outros militantes do GGAL, realizou um ato público na frente da Delegacia do 3º Distrito, no bairro de Ponta Grossa. ?Nossa manifestação faz parte do Dia Mundial da Consciência Homossexual?, disse Igor Nascimento, que integra a direção do GGAL. COBRANÇA Na delegacia, Igor e Cassandra foram recebidos pelo chefe de serviço, Eliel Tavares. Eles cobraram informações sobre a morte do gaúcho Fernando Micha, assassinado com mais de 40 facadas, em sua residência, no bairro do Pontal da Barra. Com Eliel, os representantes do GGAL souberam detalhes da investigação. ?Estamos investigando e ouvindo testemunhas sobre o caso. O que posso informar é que o inquérito está andando?, disse Eliel.