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Loteamento denuncia problemas de estrutura

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BLEINE OLIVEIRA Repórter Como ocorre em praticamente todas as comunidades da periferia de Maceió, os moradores do loteamento Acauã, no Tabuleiro, reclamam da falta de estrutura urbana naquela localidade. São mais de 6 mil famílias obrigadas a enfrentar a lama no inverno e a falta de atendimento médico e de transporte em todas as estações do ano. Os problemas incluem ainda a falta de escolas, de espaços de lazer, entre outros. O loteamento existe há mais de 14 anos, tempo durante o qual as famílias lutam para conseguir da prefeitura a urbanização do bairro. Uma das principais reivindicações é a conclusão da drenagem e a pavimentação da Avenida Nélson Menezes, corredor de transporte e principal via do bairro. ?Estamos nessa luta há quatro anos e não vamos desistir enquanto isso não se tornar realidade?, afirma o presidente da Associação dos Moradores, Luciano Marinho. Com lama e sem transporte Segundo ele, mais de 70% das obras de drenagem estão concluídas. Como a falta de pavimentação da avenida é um dos principais problemas dos moradores do Acauã, eles garantem que não desistirão da luta que travam junto à administração municipal desde a segunda gestão da ex-prefeita Kátia Born (PSB). ?No inverno temos dois problemas. A lama que dificulta a passagem de pessoas e carros, e a falta de transporte. Por causa da lama a empresa reduz a frota que passa por aqui e nós somos os prejudicados?, diz Carlos Soares, gerente de um posto de combustíveis que, há quatro anos, trocou o bairro de Bebedouro pelo loteamento Acauã. Ele não se mostra arrependido da mudança, mas lamenta que o bairro onde vive hoje seja tão mal-tratado pelo poder público. ?Nossa comunidade é organizada e ajuda muito o bairro?, diz o presidente da Associação de Moradores. Segundo Luciano Marinho, é graças à união das famílias que a violência diminuiu. Eles construíram um PM-Box, compraram duas motocicletas e foram em busca de parceria com a Polícia Militar. O comando liberou policiais que hoje garantem a tranqüilidade das famílias e dos comerciantes. Estes, ressalta Luciano, têm dado grande contribuição, doando material para a construção do centro comunitário e da igreja. Mas querem que a Prefeitura construa uma unidade de saúde.

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