Cidades
M�e se defende de acusa��o de rapto; av�s defendem filho
FÁTIMA ALMEIDA Repórter O caso da menina Bruna Maria Batista Vasconcelos, que teria sido levada pela mãe, Michelly de Paula Batista, para os Estados Unidos, sem a autorização do pai, o empresário Eduardo Vasconcelos, ganhou um capítulo extra. Ao defender sua cliente da acusação de seqüestro da própria filha, feita pelo empresário, o advogado de Michelly, Welton Roberto, acusa Eduardo de tentativa de extorsão. Segundo o advogado, o empresário vinha tentando tirar dinheiro de sua cliente em troca da autorização para que Bruna, de 7 anos, filha de um relacionamento do casal, acompanhasse a mãe em viagem aos Estados Unidos. ?Podemos provar. Está tudo gravado e as fitas serão utilizadas, se necessário?, disse Welton Roberto. Ele explicou que a mãe não praticou nenhum crime, pois tem a guarda da filha e não pode ser acusada de seqüestro, ?até porque obteve autorização judicial para viajar com a filha, dentro de um procedimento legal?, argumenta. O advogado assegurou, ainda, que o pai sabia da viagem de Bruna, e foi notificado, inclusive, por edital, depois de várias tentativas da Justiça de entregar-lhe a notificação. ?Ele sabia o tempo todo. Tanto que a menina e a mãe foram facilmente localizadas fora do Brasil?, diz Welton. Ele afirma que sua cliente viajou para casar nos Estados Unidos e que pretende voltar dentro de 30 ou 40 dias. ?Michelly é uma boa mãe, cuida da menina desde que nasceu, nunca a abandonou, e não iria deixá-la agora. Ela pediu autorização, o pai não concedeu e tentou lhe extorquir dinheiro, por isso ela estabeleceu os procedimentos legais?. Ele destacou que Michelly vai voltar e que ela quer o contato da filha com o pai. ?Ela só não quer ser ameaçada nem ser vítima de extorsão?, alertou. Prisão A Gazeta tentou ouvir o empresário Eduardo Vasconcelos sobre as acusações de extorsão, mas foi informada de que ele estava doente. Seus pais, o publicitário José Hellington Vasconcelos e a empresária Kátia Vasconcelos, desafiaram o advogado a apresentar provas da acusação. ?Eu não acredito que meu filho faria isso. Se existem fitas, que apresentem?, disse José Hellington. Ele diz que Michelly falsificou endereço, enganou autoridade judicial e deve ser presa por isso. ?Sempre a apoiamos, inclusive com dinheiro, e ela agiu dessa forma. Quero ela na cadeia. Ela enganou o juiz com um falso endereço e falsos argumentos?, disse o publicitário. Segundo José Hellington, Michelly ofereceu à Justiça um endereço de parentes, como se morasse em Recife com o Eduardo, e foi para esse endereço que a Justiça mandou as notificações, que Eduardo nunca recebeu. ?Já temos todos os documentos que confirmam a informação falsa, inclusive a declaração da escola onde Bruna estudava até o dia 8 de maio, no Colégio Madalena Sofia, que prova que a menina morava em Maceió e não em Recife?, concluiu o publicitário.