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Rampas pioram vida de deficiente f�sico

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REGINA CARVALHO Repórter É Lei Federal desde dezembro de 2000. A acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência deve ser garantida pelos poderes público e privado. As rampas, principais instrumentos que poderiam garantir esse acesso, foram construídas aleatoriamente em Maceió e ao invés de facilitar a vida de deficientes físicos, tornam-se mais um obstáculo para a vida já tão difícil desse segmento da população. Em Alagoas existem mais de 450 mil portadores de algum tipo de deficiência. Em Maceió esse número ultrapassa 120 mil. A reportagem da Gazeta percorreu alguns trechos do Centro da capital, entre as ruas Zacarias de Azevedo, Barão de Anadia, do Comércio, Pontes de Miranda e do Imperador. Todas as rampas dessas localidades foram colocadas de forma inadequada, que não oferecem acessibilidade ao portador de deficiência física, sendo um reflexo de desperdício do dinheiro público. Cada rampa custa em média R$ 140, segundo informações do departamento de obras da Superintendência Municipal de Obras e Urbanização (Somurb). Nos trechos percorridos foram encontradas quatorze rampas, totalizando um custo para construção, somente nessas localidades, de quase R$ 2 mil. ?Dinheiro jogado fora? ?O problema dessas rampas está em toda Maceió. Do jeito que está aí, foi dinheiro jogado fora?, denuncia o vereador e presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), Gerônimo Siqueira. Na Rua Zacarias de Azevedo, próximo ao prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) nenhuma rampa foi construída e foge da norma estabelecida pela própria prefeitura, que estipula que elas devem ser colocadas numa distância entre 50 a 100 metros. Na principal via de Maceió, a Avenida Fernandes Lima, no Farol, os deficientes físicos têm de contar com o auxílio de pedestres para atravessar a via, já que não existem rampas. ?Diariamente, só nesse ponto, ajudo na travessia de mais de dez pessoas com deficiência física?, contou o vendedor ambulante Severino da Silva, que trabalha próximo ao Shopping Cidade. ### Manobras são radicais nos acessos de rua Na Barão de Anadia, duas rampas foram construídas próximas à Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Uma delas está em cima de um buraco e a outra localizada numa calçada desnivelada, rodeada de carrinhos de vendedores ambulantes. Entre elas um grande buraco, para piorar ainda mais a situação dos portadores de deficiência física, que têm de fazer manobras arriscadas com a cadeira de rodas. Ainda na Barão de Anadia, uma rampa está inclinada demais, onde também não existe faixa de pedestre. Subir, somente com muito esforço físico, característica que muitos deficientes não possuem. Na Rua Pontes de Miranda, uma rampa está localizada em calçada desnivelada e próxima a um bueiro, transformando um simples trajeto em barreiras arquitetônicas difíceis de serem superadas. Já na Rua do Comércio, o acesso à agência do INSS, somente pode ser feito por uma rampa inclinada demais. Mesmo sendo muito procurado por esse segmento, ainda não houve intervenção significativa do poder público nesse local. Lá, dividem o mesmo ambiente entulhos, calçadas desniveladas. Na Praça Dom Pedro II, próxima à Assembléia Legislativa (ALE) foi construída uma rampa, mas em frente não existe outra para permitir a livre circulação.s. |RC

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