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Obras do Canal do Sert�o ter�o R$ 98 mi

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O Canal do Sertão, anunciado como a redenção do Sertão e Agreste de Alagoas, deverá dispor de recursos da ordem de R$ 98 milhões que garantirão a continuação das obras. A verba do governo federal deve ser utilizada também no Programa do Leite. Ontem, o governador Ronaldo Lessa teve sua primeira reunião com a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em Brasília. O resultado do encontro foi considerado positivo pelo governador, que conseguiu a garantia de liberação dos recursos. ?Tínhamos uma relação de amizade antiga com o José Dirceu, mas a ministra foi muito amável e me tratou com um velho amigo?, disse Ronaldo Lessa. Ele lembrou que dos dez pontos de um pacote de obras consideradas prioritárias para o Estado, apenas dois foram completamente descartados pelo governo federal: a recuperação de estradas estaduais e infra-estrutura industrial. A pauta inclui ainda investimentos na área de saneamento básico, construção de casas populares e segurança. O pacote faz parte de um acordo feito entre o governador Ronaldo Lessa e o presidente Lula para que parte dos recursos que o Estado compromete com pagamento da dívida seja compensada pelo governo federal com investimentos em obras. Depois da reunião com a ministra Dilma Roussef o governador se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira. O assunto do encontro foi o funcionamento do Museu da República que será instalado no memorial em construção na Praia da Avenida. Hoje à noite, Lessa se reúne com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para relatar os resultados da reunião com a ministra Dilma Roussef e pedir ao parlamentar alagoano apoio ao Estado nas reivindicações feitas junto ao governo federal. Nesta terça-feira ele participa da reunião da Executiva do PDT e logo depois retorna a Maceió. OBRAS RETOMADAS As obras do Canal do Sertão foram retomadas em dezembro de 2004. O projeto total está orçado em cerca de R$ 600 milhões e está dividido em cinco etapas. O canal terá uma extensão de 284 quilômetros e irá beneficiar 43 municípios do sertão e agreste, o correspondente a 41% da área total do Estado. Apesar do otimismo do governo com a liberação dos recursos, a obra pode enfrentar problemas diante do baixo potencial energético de algumas cidades sertanejas. Mesmo próximas a duas grandes hidrelétricas, Paulo Afonso e Xingó, as populações de Mata Grande, Inhapi, Canapi e Delmiro Gouveia sofrem com os constantes apagões, provocados por ventos fortes e temporais. Além disso, a energia que será consumida para fazer funcionar as bombas e puxar a água que será distribuída pelo Canal do Sertão terá uma demanda de energia equivalente ao que recebem hoje, juntas, as cidades de Mata Grande, Canapi e Inhapi. A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) admite que a região dos municípios citados, como também o de Água Branca, está com níveis de tensão abaixo dos aceitáveis. O ideal, segundo a Ceal, é de 220 volts, mas na área a tensão tem variado entre 180 e 190 volts. O projeto pretende resolver, em definitivo, como afirmam seus idealizadores, os problemas de abastecimento de água em 43 municípios alagoanos. A obra foi iniciada em 1990, mas passou dez anos paralisada.

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