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Nº 5715
Cidades

Navio queimava 4 hectares de mata por cada viagem

Petrolina (PE) - O gaiola Benjamin Guimarães, navio símbolo da navegação fluvial brasileira, consumia o equivalente a  quatro hectares de mata (lenha) por viagem. O navio, que está sendo restaurado em Pirapora-MG, foi adaptado para queimar óleo, e volta

Por | Edição do dia 05/05/2002 - Matéria atualizada em 05/05/2002 às 00h00

Petrolina (PE) - O gaiola Benjamin Guimarães, navio símbolo da navegação fluvial brasileira, consumia o equivalente a  quatro hectares de mata (lenha) por viagem. O navio, que está sendo restaurado em Pirapora-MG, foi adaptado para queimar óleo, e voltará a operar apenas em viagens turísticas – é um dos acervos do São Francisco que constam na relação de tombamento pela Unesco. Construído em 1913 nos Estados Unidos, navegou no Mississipi antes de ser vendido para uma empresa de transporte fluvial brasileira. Até o final da década de 1920, navegou no Amazonas, sendo trazido depois, numa operação ousada na época - década de 1930 - para o São Francisco, onde o operou até 1993 conduzindo gente e cargas entre Pirapora e Juazeiro, na Bahia ( 1 mil 350 quilômetros de distância). O engenheiro Fernando Bezerra fez o levantamento dos estragos causados com o desmatamento e mostrou que a situação não mudou muito nos últimos setenta anos. “Hoje, para produzir duas mil e quinhentas toneladas de ferro gusa, as siderúrgicas consomem o equivalente a dez milhões de metros cúbicos de lenha”, destacou, lembrando que, para produzir ferro gusa, é necessário o carvão de lenha. Desmatamento “Ocorre que o desmatamento de um hectare de cerrado corresponde a cem metros cúbicos de lenha; um hectare de lenha na mata rende o dobro, eles preferem desmatar a mata. Pior, porque a recuperação no cerrado é mais rápida”, alertou o engenheiro.

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