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Sindic�ncia interna para apurar rebeli�o e mortes � suspensa

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MARCOS RODRIGUES Repórter O delegado Denisson Albuquerque, que investiga a responsabilidade pelas duas mortes de detentos ocorridas durante rebelião no Presídio Rubens Quintella, no mês passado, ainda não dispõe do resultado da sindicância interna, solicitada pela Secretaria de Ressocialização. Durante a ação de agentes penitenciários para conter o motim, 14 presos também ficaram feridos. Denisson Albuquerque lamentou, ontem, que as investigações tenham sido interrompidas. ?Existia um responsável por esse trabalho que foi exonerado, não sei por quais razões. Depois disso não tenho mais informações sobre o processo interno?, revelou o delegado. As informações contidas no relatório final da sindicância deveriam servir de base para serem anexadas ao inquérito, já que seriam apontados nomes de quem cometeu excessos no dia da operação para conter a rebelião. A principal dúvida que ainda persiste é quanto aos tiros disparados contra os detentos. pErda da função Outro problema é quanto às responsabilidades. Como os agentes são contratados como prestadores de serviços, a única punição administrativa que poderão sofrer é a perda da função. Nesse sentido, os responsáveis pelo Sistema Penitenciário é que podem responder pelas ações que resultaram em mortes. Por isso, não está descartada a convocação do secretário de Ressocialização Walter Gama para depor. Para o delegado Denisson Albuquerque, entretanto, restará apurar as responsabilidades penais. Ontem, o secretário Walter Gama se pronunciou sobre o caso através de sua assessoria. Ele explicou que foram instalados dois procedimentos investigativos. O primeiro apura denúncias de espancamento, ocorrido no dia 4 de junho. O segundo está centrado na rebelião do dia 11. ?Esta é mais complexa, mas terá continuidade. No momento, ela está parada porque o responsável Genilson Souza foi afastado?, justificou o secretário prometendo nomear um novo presidente para as investigações internas. O secretário evitou comentar o ?bate-boca?, ocorrido entre o diretor do Presídio Rubens Quintella e o vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, Everaldo Patriota. Cícero Tavares sugeriu que as críticas de Patriota têm por objetivo desestabilizar o secretário Walter Gama. Para Everaldo Patriota, que ontem voltou a falar sobre o episódio, Cícero Tavares está equivocado. ?Ele não lembrou que já promovemos capacitação de agentes, defendemos melhores salários para a categoria, além do concurso público?, argumentou. Quanto à permanência ou não do secretário no cargo, Everaldo Patriota diz que isso é responsabilidade do governador Ronaldo Lessa.

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