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Mar agitado deixa pescadores em alerta

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter O alerta feito ontem pela Capitania dos Portos da possibilidade de ocorrência de ventos e ondas de até três metros de altura ou mais em alto-mar mexeu com o imaginário de alguns pescadores e moradores da Favela de Jaraguá. A maioria atendeu à recomendação da capitania e permaneceu em terra firme. A situação confirmou o dito popular de que pescador gosta de aumentar a história. Em rodas de pescadores, a conversa era sobre a chegada de uma onda gigante que atingiria toda a costa litorânea, provocada pela queda de um meteoro. Para os mais experientes, no entanto, a ressaca do mar é normal neste período do ano. ?Em agosto é ainda pior?, disse José Cícero da Silva, que há mais de 20 anos vive da pesca. Segundo ele, a maioria dos pescadores está acostumada a enfrentar esse tipo de situação em alto-mar. Apesar de ser comum o mar ficar violento nesse período do ano, os pescadores nunca tinham recebido um alerta da Capitania dos Portos para evitar entrar no mar. Por conta disso, o pescador Sebastião Silva, que pesca há mais de 40 anos, preferiu não se arriscar. A dona-de-casa Tânia Pessoa da Silva também se mostrava assustada com o alerta da capitania e preocupada com a ?chegada da onda gigante?. O marido, José Fernando Barbosa, não saiu para o mar. Tânia diz que o marido chega a passar até 12 dias no mar quando sai para pescar. O capitão dos Portos de Maceió, comandante Gerson Luiz Rodrigues, disse que o alerta aos pescadores foi feito com base em um boletim do Centro de Hidrografia da Marinha, recebido na última segunda-feira. Ele explicou que os ventos fortes foram provocados pelo encontro de uma frente fria vinda do sul com uma massa de alta pressão concentrada na região litorânea do Nordeste. No caso de embarcações de maior porte, salienta o capitão dos Portos, eles possuem equipamentos que possibilitam receber esses informes diretamente do Centro de Hidrologia, o que não ocorre com as embarcações de médio e pequeno porte. Existem registradas na Capitania dos Portos mais de 5.500 embarcações - entre de lazer e de pesca. Quando o alerta chegou à capitania, muitas embarcações estavam em alto-mar, o que, segundo Gerson, levou os pescadores a procurarem um porto seguro, com base em suas experiências.

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