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Hospital fecha para reforma e deixa usu�rios desassistidos

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BLEINE OLIVEIRA Repórter Rio Largo - A população do município de Rio Largo, 26 quilômetros distante de Maceió, está assustada com o fechamento do único hospital da cidade, e teme que a promessa de reabertura após uma ampla reforma, não se cumpra. O Hospital Geral Ib Gatto Falcão fechou as portas na última quinta-feira, após 18 anos de atividade. Integrado à rede estadual de saúde, o hospital foi inaugurado em 1987. O fechamento foi determinado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), depois que seus técnicos comprovaram a baixíssima resolutividade do hospital. ?Relatórios de atendimento da Unidade de Emergência [Armando Lajes] mostram um percentual muito alto de pacientes provenientes de Rio Largo, número que cresceu muito nos últimos três meses?, afirma a secretária estadual de Saúde, Kátia Born. Os relatórios, somados à difícil situação do Ib Gatto, justificaram a decisão de fechá-lo para que ali seja realizada uma ampla reforma. Construído para atender a urgências, emergências, obstetrícia (parto) e cirurgias, o hospital apresenta inúmeras deficiências em sua estrutura física. ?Além da falta de profissionais e dos equipamentos danificados, como o aparelho de Raio X que não funciona há anos?, argumenta a secretária Kátia Born. Braço do pronto-socorro Ela revela que a Sesau já está adotando todas as providências para que o Ib Gatto seja reaberto em 70 dias. Após a reforma, a secretária diz que será implementado um novo modelo de gestão e atendimento. O hospital de Rio Largo passará a funcionar como ?braço? da Unidade de Emergência, garantindo atendimento a toda população da chamada Grande Maceió. Isso inclui, por exemplo, os moradores do conjunto habitacional Eustáquio Gomes e proximidades. Os procedimentos cirúrgicos eletivos serão realizados nos hospitais conveniados ao SUS, como o Sanatório, Usineiros, Nossa Senhora de Fátima e José Carneiro. ### Vereador cobra empenho do governo para reabrir hospital O fechamento do hospital de Rio Largo levou preocupação também à Câmara de Vereadores do município. O vereador Fernando James Collor de Mello (PRTB) disse que a população da cidade não pode ficar desprotegida. Ele lembra a responsabilidade do governo de Alagoas diante da situação. ?A população de Rio Largo espera que o governo do Estado, com a urgência que o caso requer, reabra o hospital e não deixe sem assistência a população?, disse Fernando James. Para o vereador, o assunto exige sensibilidade do governo, uma vez que se trata de um caso de emergência com a saúde pública. Segundo ele, a prefeita do município, Vânia Paiva (PMDB), já entrou em contato com as autoridades do governo para que o problema seja solucionado o mais breve possível. ?Estou fazendo este apelo ao governador para que faça funcionar o hospital, pois a população riolarguense não pode ficar sem assistência?, acrescentou o vereador Fernando James. Da forma como vinha funcionando, o hospital não cumpria plenamente suas atribuições, fazendo muitas vezes o papel de um simples posto de saúde. A reclamação dos usuários é uma constante. Para o vereador Fernando James, o anseio da população de Rio largo é que a unidade de saúde torne-se, de fato, o que deve ser: um hospital com capacidade plena de atendimento. Ainda segundo o vereador, a cidade cresceu e, além de uma reestruturação, o hospital precisa de uma ampliação no número de leitos para atender à demanda do município. A precariedade do serviço hospitalar agrava uma situação que já existia: o deslocamento para hospitais de Maceió por parte de pacientes que precisavam de socorro médico. Hoje, a grande maioria da população de Rio Largo é atendida nos hospitais da capital. O vereador Fernando James considera que isso cria uma situação injusta para o município, que fica sem um hospital à altura de sua importância. A reabertura do hospital de Rio Largo, recuperado e com mais leitos, segundo o vereador, vai corrigir essa injustiça.

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