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Parceria promete salvar Santa Casa

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FERNaNDO VINÍCIUS Repórter Penedo - Mergulhada em grave crise financeira, a Santa Casa de Penedo procura alternativas para superar as atuais dificuldades. Medidas já implantadas para reduzir custos ganharam um aliado que promete dar novo impulso ao complexo de saúde que inclui um asilo, o Hospital Regional e a Santa Casa. Um convênio entre a Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) e a prefeitura penedense será assinado nos próximos dias, formalizando uma parceria que pode salvar o mais antigo hospital do interior de Alagoas. Funcionando em um antigo casarão localizado na Avenida Getúlio Vargas, a Santa Casa de Misericórdia é uma entidade filantrópica mantida e administrada pela Irmandade de São Gonçalo Garcia dos Homens Pardos de Penedo. A proposta de gestão tríplice - Irmandade, Estado e município - foi apresentada oficialmente pela provedoria da Santa Casa durante assembléia com os membros do grupo religioso na última quarta-feira, 20. A proposta foi aceita por unanimidade. A importância da Santa Casa para Penedo e região é comprovada pela quantidade de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que procuram o hospital-maternidade. Segundo a diretora administrativa Dileuza Araújo Costa, 95% da clientela da Santa Casa é formada por usuários do SUS. Maior prestador de serviços da 4ª microrregião de saúde de Alagoas, a Santa Casa de Penedo atende as populações dos municípios de São Braz, Porto Real do Colégio, Igreja Nova e Piaçabuçu. ?O convênio de cooperação mútua é semelhante ao que o governo estadual fez com o Hospital Sanatório de Maceió?, informou o provedor da Santa Casa de Penedo, Valmir Lessa Lobo. Ele assumiu a provedoria da instituição há mais de dois anos. Neste período, apenas quatro meses registraram balanço financeiro positivo, pequenos saldos que alcançaram no máximo R$ 4 mil. ?Os demais foram deficitários?, lamenta. Dívidas As dívidas da instituição totalizam cerca de R$ 500 mil, a maior parte referente a débitos com fornecedores. ?Em média, a Santa Casa precisa de uma receita mensal de R$ 350 mil, mas conta apenas com R$ 320. Felizmente, a folha de pagamento e as férias dos funcionários estão em dia?, contabiliza Valmir Lessa. Sem condições de ampliar o atendimento porque não sobram recursos para investir na contratação de profissionais ou modernização da aparelhagem hospitalar, a Santa Casa de Penedo carece de estrutura para ofertar melhores serviços. Dessa forma, fica impossibilitada de ampliar convênios e atrair quem pode pagar como particular. A solução para esse quadro de debilidade financeira está em uma das cláusulas do convênio. Parte dos investimentos que o complexo hospitalar estará habilitado a receber deve ser aplicada na renovação de equipamentos. Recursos para quitação dos débitos também estão sendo aguardados. Negociação A diretora administrativa Dileuza Araújo acrescenta que todas as dívidas com fornecedores já foram negociadas e os parcelamentos estão sendo honrados. Medidas para redução de custos, controle eficiente do estoque e conscientização dos funcionários para evitar desperdícios também estão entre as providências adotadas. Em 2004, técnicos da Sesau fizeram um diagnóstico geral da Santa Casa de Penedo. O resultado da investigação fundamentou um planejamento estratégico que tem como principal sugestão a transferência das áreas de obstetrícia e pediatria para o terreno onde funciona o Hospital Regional. Como o antigo imóvel que abriga a maternidade está fora dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde e oferece riscos às gestantes e recém-nascidos, os serviços passariam a ser feitos em prédios anexos ao Hospital Regional. Se a transferência se concretizar, o governo estadual tem interesse em utilizar o prédio histórico para instalar a unidade da Fundação Universidade Estadual de Alagoas (Funesa) prometida para Penedo.

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