Cidades
MP entra no caso de revistas em �nibus
CARLA SERQUEIRA Repórter A Federação das Associações de Moradores de Alagoas (Famoal) entregou, ontem, ao Ministério Público Estadual um documento denunciando as situações humilhantes que os usuários dos transportes urbanos de Maceió vêm passando, segundo o presidente da entidade, Antônio Sabino, por causa das operações de revista em ônibus realizadas pela Polícia Militar nos bairros com maior índice de assaltos. Uma reunião com o promotor Cyro Blatter foi agendada para hoje, às 15h, na sede da Famoal, localizada na Rua Dias Cabral, no Centro. ?Queremos ampliar a discussão?, disse Antônio Sabino. A entidade está articulando um debate com os moradores dos bairros situados nas imediações da Chã de Bebedouro com os órgãos responsáveis pela segurança para discutir a criminalidade na região. A denúncia de humilhações foi feita, inicialmente, pelos moradores da Chã de Bebedouro à Famoal. Eles alegaram discriminação dos policiais já que a mesma operação não é realizada em bairros nobres. O mesmo documento foi entregue também ao presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), Narciso Fernandes, e encaminhado ao Centro de Direitos Humanos da Polícia Militar. De acordo com Narciso Fernandes, a denúncia ainda não foi analisada. ?Recebemos o documento e a comissão da OAB vai analisá-lo com cuidado?, afirmou. ?O que se sabe é que a denúncia não é contra as revistas, mas contra a forma com que vêm sendo feitas?, explicou Narciso, lembrando que não são todos os moradores de Maceió que se incomodam com a revista. ?Uma parte da população aprova a operação dos policiais?, observa. O presidente da Famoal, Antônio Sabino, defende o policiamento preventivo, mas condena a maneira como têm sido feitas as abordagens nos coletivos. ?Está havendo intimidação, os policiais estão agindo com truculência e discriminação. Por que eles não revistam os passageiros na Ponta Verde ou na Jatiúca??.