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Simulado congestiona tr�nsito

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Nove horas da manhã de ontem. As sirenes da Indústria Química Braskem anunciam aos moradores do Pontal da Barra um vazamento de cloro dentro da fábrica. Começava, a partir daí, mais um simulado do Programa Alerta e Preparação de Comunidades para Emergências Locais (Apeel). Poucos minutos depois de o alarme da fábrica soar, eram ouvidas as sirenes das primeiras ambulâncias do Samu e do resgate do Corpo de Bombeiros que chegavam para fazer o socorro às vítimas do suposto vazamento de cloro. Com apoio dos guardas de trânsito do BPTran, da SMTT e Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual, o tráfego de veículos foi fechado na Avenida Assis Chateaubriand e no trecho da rodovia AL-101 Sul no trevo do Pólo Cloroquímico, principais vias de acesso ao Pontal da Barra. Em pleno meio de semana, a movimentada ponte Divaldo Suruagy ficou vazia. E depois do trevo do Pólo Cloroquímico se formava um congestionamento de mais de cinco quilômetros. Nos pontos de ônibus ao longo da Avenida Assis Chateaubriand, as pessoas esperavam em vão a passagem do coletivo, enquanto um número cada vez maior de ambulâncias passava em direção ao Pontal da Barra. Mas, como toda simulação, nem tudo foi perfeito. Alguns veículos que circulavam pelo Pontal, na hora do simulado, atrapalharam a passagem de ambulâncias. Acostumados com a realização da simulação nos últimos seis anos, muitos moradores mostravam-se indiferentes à movimentação das ambulâncias e dos voluntários. Lenice Moraes, uma das coordenadores da comunidade no Apeel, reconheceu que muitas pessoas não têm disposição de sair de casa para participar da simulação. ?A gente faz um trabalho de conscientização da população do bairro, mas como é o sexto simulado, muita gente alega que sabe como agir no caso de um acidente?. O simulado durou pouco mais de uma hora, envolvendo cerca de 200 pessoas, entre homens do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, SMTT, Batalhão de Trânsito, patrulheiros rodoviários estaduais, voluntários da comunidade, equipes médicas do Samu e ao menos 10 ambulâncias, além de carros de resgate do Bombeiro. O coordenador regional do Apeel, tenente-coronel CB José Berilo Cruz, avaliou que a participação da comunidade foi melhor do que o esperado. Segundo ele, estudos mostram que no caso de um vazamento de cloro na Braskem, a área mais afetada seria a rua principal do bairro, próxima da fábrica. Ele explicou que o fato de as pessoas não terem saído correndo de casa, quando ouviram o toque da sirene, não caracterizava uma falha na simulação. ?As pessoas devem sair andando calmamente, até porque o cloro afeta as vias respiratórias, e se as pessoas correrem passarão mal?.

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