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Professores fazem greve por reajuste

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Satuba - Professores e funcionários da rede municipal de ensino de Satuba, a 21 quilômetros de Maceió, entraram em greve, ontem, por reajuste salarial. Eles cobram ainda o repasse do FGTS, da contribuição sindical, pagamento de 1/3 de férias, que não estaria sendo feito desde janeiro - quando a prefeita Cícera Pereira da Silva (PL) assumiu o cargo -, além de acesso às contas vinculadas da Educação, para saber como estão sendo aplicados os recursos do Fundo de Manutenção do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef). Os servidores que aderiram à greve se reuniram pela manhã na Câmara dos Vereadores e depois saíram em passeata pelas ruas da cidade. A presidente do Conselho Municipal do Fundef, Verônica Ferreira, disse que os professores haviam apresentado uma proposta de reajuste de 20%, mas recuaram para 15%. O procurador-geral do município, Cícero Fernandes de Oliveira, considera inviável o percentual, em função da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Segundo Verônica, existem hoje no município 90 professores e pela norma do Fundef deveria haver 97. O salário médio dos professores é hoje de 650,00. A rede municipal de ensino é composta por oito escolas, onde estão matriculados cerca dois mil alunos no ensino fundamental. Satuba ficou conhecida nacionalmente em julho de 2003, por causa do professor Paulo Henrique Bandeira, morto por denunciar desvio de recursos do Fundef. O principal suspeito é o ex-prefeito Adalberon de Moraes, preso no Baldomero Cavalcanti. A Prefeitura de Satuba iria solicitar, ainda ontem, a intermediação da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT) para tentar chegar a um acordo com os professores em greve.

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