Cidades
Tema deve virar disciplina escolar
Direitos Humanos se aprendem na escola, também! É essa a lição que a Secretaria Especial de Direitos Humanos quer ensinar, com a capacitação de educadores para a abordagem da questão nas salas de aula, seja no ensino fundamental, nas universidades, ou nos espaços de educação não formal. Ontem, instituições estaduais e federais reuniram em Maceió educadores de escolas públicas e privadas de todos os níveis de ensino, Organizações Não-Governamentais e instituições de ensino não formal do Estado para colocar em pauta os direitos humanos como conteúdo em todos os âmbitos educacionais. A idéia é que os educadores capacitados levem o assunto para o ambiente escolar e, daí, haja uma evolução para a inserção do tema na grade curricular. Na avaliação da professora universitária Aída Monteiro, membro do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, os preconceitos e a discriminação, construídos ao longo dos tempos, terão que passar por um processo difícil de mudança de concepção, e nesse caso a educação é um dos caminhos mais consistentes. Ela destacou que a mídia, assim como a educação, tem um papel importante, porque ambos podem trabalhar conteúdos, valores, atitudes e compromissos, com uma prática que estimule procedimentos mais comprometidos da sociedade com a questão dos direitos humanos, sensibilizando e motivando a preocupação com o conhecimento na área, mostrando, por exemplo, como alguns preconceitos foram construídos. Outro caminho, na sua opinião, é trabalhar, nos conteúdos curriculares, documentos legais, como o Estatuto da Criança e do Adolescente; o Estatuto do Idoso; e a própria Constituição. ?Como a sociedade pode fazer para reclamar seus direitos, se não há conhecimento??, indaga Aida Monteiro. |FA