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Viol�ncia onera custo hospitalar em AL

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MARCOS RODRIGUES Repórter O aumento da violência urbana tem se tornado um dos mais graves problemas de saúde pública a ser enfrentado em Alagoas e já começa a ser vista como uma epidemia social. No Estado, no período de 1998 a 2002, os custos hospitalares com internações por causas externas aumentaram 152%, passando de R$ 1.984.891,93 em 1998 para R$ 4.991.776,73 em 2002. Na Unidade de Emergência Dr. Armando Lages, os profissionais convivem com essa realidade. Segundo o cirurgião-geral Carlos Alberto Gomes, o problema da violência extrapolou os hospitais. ?A violência é responsável por mais da metade dos atendimentos. O álcool está presente na maioria dos casos. Seja no trânsito ou nas chamadas ocorrências circunstanciais?, alertou. O perfil das vítimas também chama a atenção. Em sua maioria envolvem jovens de baixa renda. A situação também provoca impacto social e econômico, por causa da grande quantidade de pessoas incapacitadas ou pela morte precoce. ?O Sistema Único de Saúde aumenta os investimentos, mas os indicadores sociais pioram?, lamenta o cirurgião-geral Carlos Alberto, um dos plantonistas da Unidade de Emergência (UE). Os dias de maior movimento na UE são os fins de semana e os períodos de festejos. Mas é a interpretação do que é ou não uma urgência, que causa ainda mais gastos, além de ocupar leitos do hospital. O clínico-geral Arnaldo Moura alerta para o uso da UE como uma grande clínica. ?Qualquer dor mais forte é considerada um problema grave. Normalmente as pessoas dispensam o atendimento ambulatorial e seguem para a unidade?, disse. Sobre a violência ele se demonstrou impressionado com a idade das vítimas, cada vez mais jovens. ### Pesquisador alerta para problema social De acordo com o pesquisador da Fundação Universitária de Ciências da Saúde Governador Lamenha Filho (Uncisal), Diogo Ulisses Houly, responsável pelos dados sobre os custos provocados pela violência em Alagoas, os números obtidos por meio do Banco de Dados do Sistema de Informações Hospitalares (Datasus), entre 1998 e 2002, revelam que a violência é um problema de saúde pública. ?A sociedade costuma tratar violência como uma questão apenas de segurança, mas o fato é que são muitos os gastos envolvidos?, aponta Ulisses em sua pesquisa de pós-graduação. Somente em Maceió, segundo a pesquisa, os custos com despesas hospitalares subiram 163% em 2002 ante 1998. As despesas pularam de R$ 1.498,522,04 em 1998 para R$ 4.042.720,02 em 2002. Nesse mesmo período o município de Arapiraca aumentou em 780% os custos hospitalares. As despesas passaram de R$ 50 mil (1998) para R$ 450 mil (2002). Diogo reconhece que os números atuais podem ser ainda maiores por causa da subnotificação. ?Nem sempre todos os casos são registrados?, diz o pesquisador. A pesquisa também revelou que os homens morrem três vezes mais que as mulheres. |MR

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