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OMS avaliar� programas de esquistossomose e filariose

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Coordenadores e pesquisadores da Organização Pan-Americana de Saúde e Organização Mundial de Saúde (OPAS/OMS), além de coordenadores de enfermidades do Ministério da Saúde, realizam, nesta segunda e terça-feira, uma visita técnica à Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A comissão vai se reunir com o grupo de pesquisadores e técnicos da Ufal e da Secretaria de Saúde de Maceió para avaliar dois programas desenvolvidos na capital nas áreas endêmicas de filariose linfática. As reuniões de avaliação serão realizadas na segunda-feira à tarde e terça-feira pela manhã no salão nobre do Centro de Ciências Biológicas (CCBi/Ufal), localizado na Praça da Faculdade. Os dois programas que serão avaliados pelos técnicos são o de eliminação da filariose linfática em Maceió e intervenção piloto integrada com a comunidade visando à prevenção e controle de geohelmintoses e esquistossomose em área endêmica de filariose. O programa para eliminar a filariose em Maceió vem sendo desenvolvido, desde 1999, pela Secretaria Municipal de Saúde e Ufal, a partir de uma pesquisa realizada na década de 1990 e coordenada pelos professores Gilberto Fontes e Eliana Rocha. Há alguns anos o programa é acompanhado de perto por técnicos do MS e da OPAS/OMS, visando à eliminação destas doenças no Brasil e nas Américas. Foco Segundo Gilberto Fontes, o foco de transmissão da doença em Maceió é a área do canal do Reginaldo e adjacências. De acordo ele, com esses anos de trabalho já é possível constatar que o problema está bem perto da eliminação, que deve ser obtida nos próximos anos. Só para se ter uma idéia, a prevalência da filariose, que era de 5,8% em 1995, foi reduzida drasticamente. Em 2004, de 6.710 indivíduos examinados na área endêmica, apenas quatro eram positivos (0,06%). Em 2005, até o momento, de 5.177 exames realizados na antiga área endêmica de Maceió, nenhum indivíduo foi detectado parasitado. ?Isso mostra como Maceió está perto da eliminação de uma enfermidade tão severa como a filariose linfática, também conhecida como elefantíase na sua fase crônica?, explicou Fontes. Projeto-piloto O projeto-piloto, também desenvolvido no Vale do Reginaldo, visa prevenir e fazer o controle de geohelmintoses e esquistossomose em área endêmica de filariose linfática em Maceió. Esse segundo programa vem sendo realizado há dois anos pela mesma equipe da Ufal em parceria com a SMS. ?Nosso trabalho é desenvolvido no Reginaldo e visa, em um primeiro momento, detectar as prevalências das parasitoses em geral nessa população?, destacou. Nesse projeto, além dos coordenadores Gilberto Fontes e Eliana Rocha, também participam a professora Célia Dias, na área de avaliação nutricional, e pela SMS, Herbert Charles Silva. Os dois programas são realizados com a participação efetiva de 39 estudantes bolsistas e estudantes estagiários.

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