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MP pressiona por mais UTIs neonatais

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| BLEINE OLIVEIRA Repórter Cobrados pelo Ministério Público Estadual, o governo do Estado e a Prefeitura de Maceió correm contra o tempo para pôr um fim na carência de leitos neonatais. O problema é grave e tem contribuído para manter elevada as taxas de mortalidade infantil no Estado. As secretarias estadual e municipal têm agilizado as providências nas áreas sob sua responsabilidade, mas falta muito para que seja garantido às mulheres alagoanas o direito à assistência nos casos de alto risco, nascimento pré-maturo ou com algum tipo de deficiência. Sem garantia de atendimento nos hospitais regionais, as gestantes de alto risco não têm outro caminho senão vir a Maceió. Essa carência é uma das causas da superlotação na Capital, que tem apenas duas maternidades com capacidade para o atendimento de alto risco e emergência obstétrica. ?Estamos sempre trabalhando no limite? - afirma o diretor-geral do Hospital Universitário (HU), Sebastião Praxedes, que ontem discutiu com a secretária de Estado da Saúde, Kátia Born Ribeiro, um plano de ampliação do número de leitos. O HU tem dez leitos, mas ontem estava com 16 bebês em sua UTI neo-natal. Na UCI (Unidades de Cuidados Intermediários) são 12 leitos, mas havia 14 bebês internos. Decreto não resolve Situação semelhante é enfrentada pela Maternidade Santa Mônica, que também estava com superlotação. A coordenadora da UTI Neonatal, Sirlene Patriota, revelou que havia 46 crianças internadas na UCI que só tem capacidade para 32 bebês. Na UTI da Santa Mônica são 11 leitos, mas ontem havia 14 internos. ?Essa é uma realidade que não pode ser modificada por decreto? - disse o secretário municipal de Saúde. Para ele, a crise resulta da falta de uma política de saúde voltada para as carências específicas da área de obstetrícia. A secretária Kátia Born disse que o Estado está cumprindo todos os compromissos firmados com o Ministério Público. ?Até o prazo de 60 dias que nos foi dado, estaremos dobrando o número de leitos na rede estadual? - garante Kátia Born. Ela diz que a Sesau já repassou R$ 93 mil para a compra de equipamentos que garantirão o funcionamento da UTI neonatal do Hospital Regional de Arapiraca, além de assegurar as condições para a abertura de oito leitos em Palmeira dos Índios. Em Arapiraca, serão dez leitos que, segundo a secretária, reduzirão em 90% a carência na região do Agreste. ?Estamos trabalhando ainda na parceria com o HU e com o Hospital do Açúcar, para ampliar a oferta? - acrescenta a secretária Kátia Born.

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