Cidades
PM vai ao Galil�ia e clima fica tenso
| MARCOS RODRIGUES Repórter A expectativa do despejo das 101 famílias que ocupam uma área no Conjunto Galiléia, no Benedito Bentes, aumentou, ontem, quando oito homens da Polícia Militar iniciaram um trabalho de reconhecimento da área. Os moradores contam que o grupo chegou sem avisar e ficou observando a topografia do local. Todas as observações foram anotadas, sem que ninguém fosse consultado sobre o que estava acontecendo. A movimentação da polícia foi suficiente para voltar a criar um clima tenso entre as 101 famílias que ocupam a localidade. Segundo uma das moradoras, a auxiliar de enfermagem Antônia Gonçalves, até as crianças já sabem o que pode ocorrer. Assustados ?Os meninos já vivem assustados. Quando viram o carro com os policiais chegarem, um deles perguntou se eles estavam aqui para matá-lo?, disse a auxiliar que afirmou ainda sofrer de hipertensão. Antônia mora com quatro pessoas em sua casa, que ainda continua sem o acabamento. Enquanto as famílias aguardam uma audiência com o prefeito Cícero Almeida, último recurso para tentar evitar o despejo, o sofrimento só não é maior por causa da aliança com o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL). ?São eles que estão nos auxiliando. Até comida já veio para cá. Na semana passada, recebi abóbora, macaxeira e batata?, revelou outra moradora, a desempregada Josineide Maria dos Santos, que divide a casa com cinco pessoas. Comércio A meta do movimento é transformar os moradores do Galiléia em distribuidores da produção dos assentamentos no interior. Com isso, eles criariam uma alternativa de comércio e sobrevivência para as famílias. Segundo o coordenador nacional do MTL, Waldemir Agostinho, ?como a Ceasa (Central de Abastecimento de Alagoas) está para ser transferida para o Tabuleiro do Martins, essa pode ser uma alternativa positiva para essas famílias?, diz.