Cidades
Setor de prote��o ao v�o n�o vai mudar
BLEINE OLIVEIRA Repórter Com a internacionalização do Aeroporto Zumbi dos Palmares, que ganhou nova envergadura em sua pista de pouso e em sua infra-estrutura, os controladores de vôo, responsáveis pelo monitoramento de qualquer aeronave que trafegue pelo espaço aéreo alagoano, ganham mais importância, já que suas responsabilidades aumentam com os vôos internacionais. No Destacamento de Proteção ao Vôo (DPV), em Maceió, atuam 26 controladores, todos militares. ?Saiu do chão, está sob nosso controle?, brinca o major-aviador Carlos Luiz Chaves, responsável pelo DPV Maceió. O Destacamento é formado por três seções: administrativa, técnica e operacional. Esta última é o que se pode chamar de coração, ou cérebro, do DPV, estando dividida em cinco órgãos que se interrelacionam. São eles a comunicação, transmissão por rádio; a torre, que orienta pouso e decolagem; o APP, onde está localizado o radar aeronáutico; a meteorologia aeronáutica, e o setor de informações. Tudo isso junto garante a tranqüilidade que os passageiros e a tripulação precisam para chegar, seguros, ao destino desejado. Um radar com alcance de cerca de 80 quilômetros é o que literalmente prende a atenção dos sargentos José Roberto Pinheiro, um amazonense que está há mais de seis anos em Maceió, e Cícero Roberto da Silva, militar pernambucano transferido para a capital alagoana. Na última quinta-feira, 4, eles cumpriam mais um turno de sete horas, de olho no painel escuro à sua frente. Exatamente às 16h20, cinco aeronaves estavam sob o controle dos dois militares. Como os demais controladores, eles vivem uma realidade virtual: durante horas, controlam pequenos pontos que são, na verdade, aviões. A função deles é seguir atentamente cada ponto e sua rota, para evitar o mínimo desvio. Um descuido e estarão diante de uma tragédia. Sem o controle de vôo, aeronaves podem colidir ou se perder da rota previamente traçada. Aliás, é importante que o passageiro saiba: antes de sair do solo todo piloto é obrigado a informar ao DPV para onde vai. É no setor de Informações Aeronáuticas que o plano de vôo deve ser apresentado. No caso de vôos comerciais, feitos por grandes empresas, despachantes se encarregam dessa tarefa. Nos vôos mais simples, feitos em aeronaves de menor porte, o próprio piloto tem que fazê-lo. O suboficial amazonense Cleilton Nery Ferraz é responsável pela seção operacional do DPV/Maceió. Ele diz que o destacamento pode controlar o tráfego de até 50 aeronaves voando sob o que tecnicamente é chamado ?espaço de área terminal?. Para a compreensão de leigos, é como dizer o espaço aéreo de todo Estado. Na última quarta-feira, 3, por exemplo, quando o presidente Lula desceu em Maceió para pegar um helicóptero e seguir até Garanhuns (PE), 73 aeronaves pousaram e decolaram do aeroporto Zumbi dos Palmares. ?A divisão do espaço aéreo não é igual à divisão territorial?, ressalta Ferraz, especialista em tráfego e controle aéreo. O suboficial revela que, para o DPV, haverá poucas mudanças quando o novo aeroporto entrar em operação. O destacamento continuará funcionando nas mesmas instalações, exceto os setores de meteorologia e atendimento a pilotos que serão transferidos para áreas no novo aeroporto. No mais, todos os funcionários do DPV continuarão exercendo suas atividades com atenção e rigor, conscientes de que têm muita responsabilidade em mãos. Nas horas de folga, como ressalta o major Chaves, é dedicar-se à família e com ela curtir um bom lazer. ?Pelas nossas responsabilidades, temos que estar tranqüilos desde o momento em que chegamos para o trabalho?, acrescenta o oficial. Assim, é possível, de fato, acreditar na expressão comum aos comandantes de aeronave: ?Senhores passageiros, tenham uma boa viagem!?.