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Cidade Sorriso deixa 5 mil sem �nibus

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter A suspensão das atividades da empresa Cidade Sorriso, que operava com as linhas Eustáquio Gomes, Santos Dumont e João Sampaio, deixou sem transporte cerca de cinco mil pessoas que residem em conjuntos residenciais do Tabuleiro do Martins. A maioria está tendo que andar cerca de um quilômetro, em áreas de difícil acesso, expondo-se a riscos constantes de assaltos, para chegar ao ponto de ônibus mais próximo, na Avenida Durval de Góes Monteiro. Sem respostas das autoridades, os moradores ameaçam bloquear ruas e queimar pneus para chamar a atenção para o problema. ?Estamos tentando falar com a SMTT (Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito), mas não conseguimos. Desde segunda-feira estamos sem transporte e ninguém dá a menor satisfação. Precisamos que alguém responda por isso e nos diga quando essa situação será resolvida?, reclama José Nemésio de Oliveira Neto, morador do conjunto residencial Morada dos Palmares. Ele cita pelo menos outros quatro conjuntos residenciais prejudicados: Village do Farol, Mutirão da Polícia, Caminho das Árvores e Bosque das Palmeiras. ?E ainda tem dois conjuntos do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), prontos para serem inaugurados?, lembram os usuários. Essa não é a primeira vez que essas comunidades ficam sem transporte. No início do ano, quando a Cidade Sorriso teve os serviços suspensos por 20 dias, eles viveram situação idêntica. Pendências trabalhistas Na última terça-feira, a diretoria da empresa suspendeu as atividades e reuniu os trabalhadores para anunciar que não tinha mais condições de continuar operando. Há três meses sem pagar salários, segundo os trabalhadores, a empresa pediu um prazo até o próximo dia 19 para apresentar uma proposta de quitação dos débitos trabalhistas. Essa não é a única pendência financeira. O repasse para o Fundo de Transporte Urbano também não vem sendo feito há alguns meses, segundo confirmou o superintendente da SMTT, Ivan Vilela.

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