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Aumenta risco na travessia das escolas

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| FÁTIMA ALMEIDA Repórter Alunos e professores de escolas que ficam no percurso do novo contorno de quadras da Avenida Rotary estão assustados com o aumento do fluxo de veículos, em vias laterais, justamente onde fica a concentração de colégios da região. De um lado, a escola municipal José Carneiro, e do outro, o Colégio Diógenes Jucá, vivem o mesmo drama, de não saber como preservar os alunos dos riscos de acidentes gerados pelo aumento do movimento nas ruas. ?No mesmo dia em que começou a vigorar o contorno de quadras (quinta-feira passada), por pouco um aluno nosso não foi atropelado na hora da saída?, reclama Maria Georgina Gonçalves, diretora da escola municipal, localizada na Rua Bernardo Lopes, onde estudam crianças de 6 a 14 anos de idade. Segundo ela, um guarda evitou o acidente, mas agora eles não estão mais na área. rente ao portão Pela nova rota do trânsito, traçada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), o fluxo de veículos que sai da Avenida Fernandes Lima pela Rua Arsênio Lopes passa pela esquina da escola, antes de entrar para a Tereza de Azevedo e retornar. Mas, segundo a diretora, muitos veículos estão entrando uma quadra antes, passando em frente ao portão principal da escola. ?Ficou muito perigoso. Na hora da saída, não tem quem controle as crianças, e elas se expõem aos perigos do trânsito. Queremos que sejam adotadas medidas preventivas, antes que aconteça uma tragédia, como atropelamentos e até mortes?, diz Georgina. Soluções A solução, na sua opinião, seria colocar uma faixa amarela em frente aos acessos e saídas das escolas, reforçar a sinalização nos locais e manter guardas de trânsito nas imediações para evitar acidentes. TRAVESSIA PERIGOSA Do outro lado da Fernandes Lima, no contorno da Rua João Correia de Araújo, os alunos do Colégio Diógenes Jucá vivem o mesmo problema. Para entrar na Avenida Rotary, os veículos passam, agora, pela Rua Major Vicente Sabino, onde fica a escola. Para os alunos que pegam ônibus no sentido da Serraria, os riscos diminuíram, porque o ponto ficou na frente da escola, sem precisar atravessar a rua. Mas para quem vai na direção da Fernandes Lima, a travessia ficou perigosa. ?Estou preocupada com minhas filhas. Não posso ficar pegando elas na escola, elas têm que ir sozinhas para casa (na região do Sanatório). Só que o movimento do trânsito aumentou, e os riscos de acidentes também?, diz a mãe Ana Luiza Vieira, que tem duas filhas de 10 e 11 anos estudando na Escola José Carneiro. RISCOS AUMENTAM O superintendente da SMTT, Ivan Vilela, reconhece que os riscos existem, e aumentaram. ?Onde há trânsito e há pessoas, principalmente crianças, esse risco existe?, destaca. Ele acredita, no entanto, que tem como conciliar. ?É uma questão de educação?, reflete. Ele lembra, por exemplo, que tanto na Rotary quanto do lado oposto, existem alternativas de escoamento do trânsito por outras ruas, de forma a reduzir o fluxo na frente das escolas. Segundo ele, algumas medidas, como a manutenção e pintura de quebra-molas na Rua Major Vicente Sabino e reforço na sinalização, foram feitos. ?Nosso objetivo é melhorar o trânsito e reduzir os riscos de acidentes?, lembra ele. Os motoristas que precisam retornar na Avenida Fernandes Lima, nas imediações da Avenida Rotary, não podem mais mudar de pista contornando o canteiro central, mas pelas vias laterais.

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