Cidades
Usu�rios se queixam do Ipaseal Sa�de
| BLEINE OLIVEIRA Repórter Os usuários do Ipaseal Saúde, plano de assistência médico-hospitalar dos servidores públicos estaduais, continuam reclamando da suspensão de atendimento em consultórios médicos, hospitais e clínicas. Eles são os maiores prejudicados pelo atraso no pagamento dos prestadores de serviço. O atraso já chega a dois meses. Só há atendimento na Clínica Santa Juliana, no Farol, que chegou a estar sobrecarregada. ?Essa situação mudou com o retorno do Hospital do Açúcar, que está atendendo urgência e emergência? - garante Rogério Pinheiro, presidente do Ipaseal Saúde. No fim do mês passado ele disse que a situação estaria solucionada antes do início de agosto, com a liberação dos R$ 31 milhões que o governo repassou ao instituto. A previsão não se concretizou e, ontem, Pinheiro falou de sua nova perspectiva. ?Acredito que até sexta-feira [amanhã], estaremos no Sistema Integrado de Administração Financeira de Estados e Municípios (Siafem), e a situação será normalizada? - afirma o presidente do Instituto. Para ele, o problema é transitório e não representa ameaça ao plano de saúde. A explicação é que, por ser um órgão novo, o Ipaseal Saúde não constava do Orçamento estadual para o exercício financeiro de 2005. Tanto que vem sendo administrado com um déficit médio mensal de R$ 1,7 milhão, coberto pelo governo do Estado. O plano tem 43 mil usuários. ?A mensalidade é descontada todo mês direto no salário? - reage a funcionária pública Dinah Cabral de Queiroz Silva, 51, que paga ainda a assistência do marido e dois filhos menores. Hipertenso, diabético, Henrique, o marido de Dinah, não tem conseguido atendimento numa clínica oftalmológica, onde fez uma cirurgia no olho, segundo sua esposa. A situação se agrava, pois Henrique precisa de acompanhamento e não tem recebido a assistência necessária justamente pelo débito do Ipaseal Saúde com a clínica. ?Não sabemos mais o que fazer, pois não há atendimento em lugar nenhum? - reclama Dinah. Cirurgia adiada Sofrendo com as dores que dificultam sua locomoção, o aposentado Walter Loureiro Plech procurou assistência no Hospital Arthur Ramos. Após alguns dias de internação foi liberado com a recomendação médica de cirurgia. ?Procuramos o Ipaseal que nos deu a guia autorizando a cirurgia, mas, no hospital, fomos informados que a data só será marcada quando o débito for pago? - relata a funcionária pública Maria Cícera Oliveira Plech, esposa de Walter. O presidente Rogério Pinheiro reconhece as dificuldades, mas garante que apenas o Arthur Ramos e uma clínica suspenderam o atendimento. ?Os demais atendem, pois respeitam seus clientes? - afirma, ressaltando que o governo é o maior avalista do Ipaseal Saúde.