Cidades
Protesto fecha AL-115 contra repress�o
| Maikel Marques Repórter Arapiraca - Proprietários de 30 veículos que atuam no transporte alternativo de passageiros de Traipu, Girau do Ponciano, Campo Grande, Lagoa da Canoa e Olho d?Água Grande para a cidade de Arapiraca bloquearam, ontem, por mais de quatro horas, três pontos da rodovia AL-115. Eles protestavam contra a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal), órgão responsável pela legalização do serviço e que estaria ?exercendo ferrenha pressão? contra os alternativos, que atuam de forma clandestina. ?Não estamos legalizados porque a Arsal não abre novas vagas. Não temos culpa da clandestinidade. Somos trabalhadores e precisamos sobreviver com dignidade?, protestava Araquém Leandro, um dos líderes dos manifestantes. Repressão Outros transportadores ouvidos pela Gazeta também se queixavam da ?repressão? imposta pelos fiscais da Arsal. ?Não há quem consiga trabalhar desse jeito?, criticou outro transportador. Os transportadores dizem ter condições de pagar a taxa mensal de R$ 63 cobrada pela Arsal, desde que sejam criadas vagas para beneficiar os clandestinos que atuam na referida rota. Segundo apurou a reportagem da Gazeta de Alagoas, dos 30 veículos que fazem o transporte para Arapiraca, apenas 11 estão legalizados para atuar no transporte intermunicipal de passageiros. ?Se eles não puderem transportar, como chegarei em Arapiraca?, questionou uma estudante de Traipu, cidade onde o transporte regularizado da Real Alagoas funciona de forma precária. ?Só temos ônibus duas vezes por dia. Sem alternativo, a gente fica isolado?, completou. Presos no bloqueio Proprietários de 30 veículos fecharam três pontos da rodovia AL-115, única via de acesso de quem viaja para Arapiraca vindo das seguintes cidades: Traipu, Girau do Ponciano, Campo Grande, Lagoa da Canoa e Olho d?Água Grande. ?É inadmissível que não possa exercer meu direito de ir e vir?, protestou um advogado, que se identificou como Carlos Almeida. Dezenas de veículos com passageiros que iriam a Arapiraca ficaram presos no bloqueio. Quem tinha pressa precisou caminhar mais de dois quilômetros para chegar ao centro de Arapiraca. Dezenas de mototaxistas - em sua maioria também clandestinos - aproveitaram para faturar com o bloqueio transportando quem não tinha como seguir viagem nos veículos de maior porte. Os manifestantes só decidiram desbloquear a rodovia, permitindo a circulação de veículos, perto do meio-dia, depois de terem sido convocados para uma reunião na sede da Arsal, em Maceió.