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Protesto lembra morte de bombeiro

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| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter No dia 14 de agosto de 2002, o soldado do Corpo de Bombeiros Emerson Luiz Lima, 21, morria afogado durante um treinamento aquático na Lagoa Mundaú. Por ironia do destino, os três anos da morte do soldado coincidiram com o Dia dos Pais. Foi mais uma dor para o pai de Emerson, o funcionário público José Edilson Soares de Cerqueira. Como faz em todas as datas da morte do filho, ele, sua esposa Josicreide Lima de Cerqueira, parentes e amigos realizaram um protesto ontem pela manhã, em frente ao quartel geral do Corpo de Bombeiros, para pedir a condenação na Justiça dos militares que comandavam o treinamento. Depois saíram em carreata pelas ruas do Centro até o Palácio Floriano Peixoto. O tenente Wellington e os sargentos Alexandre e Nelson, que na época eram instrutores do Corpo de Bombeiros e comandavam o treinamento que resultou na morte de Emerson, serão levados a julgamento pela Justiça Militar nos dias 8 e 9 de setembro. De acordo com a conclusão do inquérito realizado pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Civil, eles foram indiciados por homicídio culposo (sem intenção de matar) e não doloso como quer a família. ?Queremos que os promotores mudem a qualificação do crime para homicídio doloso (com intenção de matar)?, disse o pai. ?Eles maltrataram e humilharam o meu filho?. Ainda abalado com a morte do filho, Edilson convocou a população para participar do julgamento, que será realizado no Fórum do Tribunal de Justiça, no Barro Duro. ?O auditório tem capacidade para 300 pessoas, queremos que a população compareça e esperamos que eles (os militares) sejam condenados?. Edilson não tem dúvida na responsabilidade dos militares pela morte do filho, que, segundo o laudo do Instituto Médico Legal (IML), morreu por afogamento. Segundo Edilson, o filho pediu socorro aos militares que faziam o treinamento, mas não foi atendido. O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Jair Cordeiro, disse que, na época do acidente, quem respondia ao comando do Corpo de Bombeiros era o coronel Jadir Ferreira e todos os procedimentos foram adotados para apurar o caso, com a devida instauração de inquérito, tanto internamente quanto no âmbito da Polícia Civil.

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