Cidades
Popula��o sofre sem �nibus da Sorriso
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Os moradores do Conjunto Santos Dumont continuam sofrendo com a precariedade do sistema de transporte, situação que piorou com a saída de circulação dos ônibus da empresa Cidade Sorriso. A empresa oficializou ontem à tarde a entrega das duas linhas que operava, a Eustáquio Gomes/Trapiche e Santos Dumont/Centro, à Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT). Essas duas linhas vêm sendo operadas provisoriamente pelas empresas Piedade e São Francisco, esta última atendendo ao Conjunto Santos Dumont. Os moradores, no entanto, reclamam do serviço prestado pela empresa. Eles dizem que chegam a esperar em média uma hora por cada coletivo. A alternativa, segundo eles, é andar quilômetros a pé para pegar o ônibus na pista da BR-104. A dona-de-casa Eneide Bezerra da Silva é uma das que andam a pé todos os dias para levar a filha de 5 anos para tratamento no Hemocentro de Alagoas (Hemoal). ?Vivo com os braços doendo por carregar a minha filha até a pista para conseguir pegar um ônibus?, reclama. Segundo ela, os ônibus demoram a passar pela principal rua do Santos Dumont, a Avenida Roldão Siqueira Santos. ?A gente se arrisca a ser assaltado para ir até a pista pegar ônibus?. Na região, existem vários terrenos baldios, o que facilita a ação de assaltantes, seja dia ou noite. Segundo o comerciante Adimilson de Omena, conhecido como ?Boy da galinha?, os moradores do bairro ficaram quase um mês sem ônibus, por causa da crise na Sorriso. Só há duas semanas, eles passaram a ser atendidos pela São Francisco. Apesar de reconhecer que os ônibus da São Francisco estão em melhores condições do que os da Sorriso, ele reclama da precariedade do serviço. Ele também reforçou a insegurança dos moradores, que são vítimas de assaltos constantemente. ?As pessoas vivem correndo o risco de serem assaltadas no meio do caminho, principalmente quando andam com aparelhos celulares?. No terminal de ônibus, é difícil encontrar algum coletivo parado. A falta de estrutura do pavimento da principal rua do bairro é outro motivo que dificulta o acesso dos ônibus ao local. Alguns trechos da estrada de barro ficam intransitáveis nos dias de chuva. E os ônibus acabam fazendo o fim da linha na entrada do bairro, em frente ao campus da Universidade Federal de Algoas (Ufal). O superintendente da SMTT, Ivan Vilela, disse ontem que repassará oficialmente hoje as linhas exploradas pela Sorriso para São Francisco e Piedade. Segundo ele, o dono da Sorriso, Telmo Henrique, ficará responsável pelo espólio dos 40 funcionários.