Cidades
Estudantes do Cefet querem desconto na taxa do vestibular
Cerca de 40 estudantes do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) ocuparam ontem de manhã o prédio da reitoria da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para cobrar o mesmo direito dos alunos das escolas da rede pública estaduais de isenção da taxa de inscrição do vestibular. Depois de fazer muito barulho, usando apitos e megafones, um grupo de estudantes foi recebido pela reitora Ana Dayse Dórea. No encontro foi criada uma comissão formada por estudantes e professores do Cefet que se reúne hoje com representantes da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) e da Pró-reitoria de Graduação (Prograd) para discutir uma proposta que possa atender às reivindicações dos alunos da escola. A planilha de custo, que estabelece o valor das taxas de inscrição para o vestibular, vai ser fechada na próxima segunda-feira. Uma das propostas que serão discutidas na mesa de negociação é a mudança no edital do Processo Seletivo Seriado (PSS) deste ano, estabelecendo para os alunos das escolas federais as taxas de R$ 10,00 para os PSS 1, 2 e 3 e de R$ 30,00 para o geral. No ano passado, essas taxas foram de R$ 30,00 e R$ 90,00, respectivamente. Sem recursos Antes de se reunir com os estudantes, a reitoria Ana Dayse afirmou que a universidade não dispõe de recursos no orçamento para cobrir os custos com a realização do vestibular. Segundo ela, o vestibular da Ufal está orçado hoje em R$ 1,2 milhão de recurso. ?O ideal era que não cobrássemos essa taxa de inscrição, mas não tem dinheiro no orçamento para cobrir os custos com a realização do vestibular, mantendo a qualidade que o processo tem hoje?. Segundo Ana Dayse, 47% dos alunos que se inscreveram no último vestibular da Ufal são de escolas públicas, por isso ficaria complicado conceder isenção para todos?. Ela explicou que no caso dos estudantes das escolas públicas estaduais, existe um convênio entre a Ufal e a Secretaria Executiva de Educação, que cobre 30% do valor da taxa de inscrição de seus alunos, medida que vem sendo aplicada há quatro anos. O vice-presidente do Grêmio do Cefet de Palmeira, Rafael Cardoso, disse que os estudantes das escolas federais querem ter o mesmo direito dos alunos da rede pública estadual. Ele argumenta que os estudantes não têm como bancar com o custo da taxa de inscrição, o que afasta alguns de tentar uma vaga para a universidade. ?Nos casos dos estudantes das escolas do interior, a situação é ainda pior, porque há custos com transporte e alimentação?. Antes de se reunirem com a reitora, os estudantes chegaram a invadir a sala onde haveria a reunião do Conselho Universitário (Consuni). |FAS