Cidades
�ndios exigem sa�da dos chefes da Funai
| FÁBIA ASSUMPÇÃO Repórter Uma disputa política levou um grupo de 40 índios das tribos Kariri-Xocó, de Porto Real do Colégio, e Karapató, de São Sebastião, a ocupar ontem o prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Maceió. Os índios querem a saída do administrador do órgão em Alagoas, o índio kariri-xocó José Heleno e do chefe do posto da Funai em Porto Real do Colégio, Paulo Barbosa, a quem acusam de defenderem os interesses do prefeito do município, Eraldo Cavalcante. Eles reclamam também da retirada do posto de dentro da aldeia, que passou a funcionar no centro da cidade. Os índios prometiam só deixar o prédio após a queda dos dirigentes ou a volta do posto à aldeia. ?A situação é de conflito e só não aconteceu morte porque não deixei?, afirma o pajé Júlio Queiróz Suira. O posto da Funai em Porto Real também atende a Aldeia dos Karapatós, em São Sebastião. Além de apoiar a luta dos Kariri-Xocó para saída do chefe do posto, o cacique karapató, Juarez Sousa, reclamou ?da total falta de assistência da Funai e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Além disso, não temos assistência da Funai, estamos com o trator quebrado e um carro Celta sumido, que foi trazido para Maceió e nunca mais voltou?, diz o filho do cacique karapató, William de Oliveira Sousa. Os funcionários da Funai foram impedidos de entrar no prédio e passaram boa parte da manhã do outro lado da rua. Até mesmo o administrador da Funai, o também índio José Heleno, foi barrado. O administrador da Funai, Amilton Botelho, afirmou que o grupo de índios que ocupou a Funai faz parte de uma minoria que dá apoio ao candidato derrotado a prefeito de Porto Real do Colégio, José Reis. Foi devido ao conflito político que estava existindo em Porto Real do Colégio, que, de acordo com Amilton, a Funai decidiu retirar o posto que ficava dentro da aldeia Kariri-Xocó. Ele explicou que já faz parte da política da Funai fazer um rodízio a cada dois anos dos chefes de posto.