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Fim do passe livre para pol�cia amea�a tumultuar �nibus

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| Fátima Almeida Repórter O cartão de gratuidade de policiais militares no transporte coletivo de Maceió perde a validade a partir de hoje. No entanto, eles não precisarão pagar passagem, pelo menos por enquanto. O prefeito Cícero Almeida anunciou, ontem, que os policiais militares, fardados ou não, poderão continuar usufruindo o benefício da gratuidade, apenas com apresentação da identidade funcional ao motorista. O problema é que, sem o cartão eletrônico, o policial não vai poder passar pela catraca. Isso significa que vai dividir o pequeno espaço na dianteira do ônibus, já reservado a gestantes, idosos e portadores de deficiência. ?Se for dessa maneira, vai tumultuar. Imagine no horário de pico, pela manhã, quando os policiais militares se dirigem ao quartel, todos empilhados naquele ?curral?, na frente do ônibus! Vai inviabilizar a entrada de passageiros?, avisa o presidente da Associação dos Cabos e Soldados, Wagner Simas. Ele interpretara, a princípio, que o prefeito havia tornado sem efeito a portaria da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), que suspendeu a validade dos cartões eletrônicos de gratuidade dos policiais, atendendo a uma reivindicação da categoria. Mas, segundo a SMTT, a decisão contempla, sim, a reivindicação de que o policial militar à paisana não pague passagem, mas mantém a invalidação do cartão. ?A gratuidade continua, mas o policial não vai poder passar na catraca?, explica Ivan Vilela. A explicação do superintendente da SMTT torna sem efeito pelo menos uma dúvida dos dirigentes da Transpal, entidade que representa os empresários do transporte coletivo, pegos de surpresa com o anúncio do prefeito. ?Se a gratuidade continua, sem o cartão eletrônico, como será a prestação de contas? Se passa pela catraca, tem que ficar alguma coisa: ou o dinheiro da passagem ou o vale-transporte ou o crédito eletrônico, senão inviabiliza o controle?, argumenta o presidente da entidade, Alenoir Costa Pinto. ?Eles não vão mais passar pela catraca, a não ser que paguem a passagem?, assegura Ivan Vilela. De qualquer forma, a Transpal decidiu pedir, por ofício, explicações aos órgãos competentes, sobre como operacionalizar a nova regra. Segundo o superintendente da SMTT, a medida anunciada pelo prefeito tem caráter provisório, até que se discuta com o governo do Estado o pagamento das passagens dos policiais. ?A prefeitura oferece vale-transporte à Guarda Municipal. Por que o governo não pode fazer isso com os policiais militares, ao invés de ficar burlando a legislação? - provoca Vilela. Enquanto se espalhava a polêmica da gratuidade dos policiais, a guarda municipal Dinancy Cláudio Gomes reclamava do bloqueio de seu cartão de passagem. No domingo, quando voltava do trabalho, às 7h30, soube que seu cartão estava com problemas e foi obrigada a entregá-lo aos fiscais que se encontravam dentro do ônibus. ?Apresentei minha identidade funcional, mas não adiantou. Eles o recolheram e nem me disseram o motivo?, afirmou ela, anunciando que ontem mesmo protocolou uma ação no Juizado Especial.

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