Cidades
Pra�a Sinimbu vira estacionamento e perde o mij�ozinho
| MARCOS RODRIGUES Repórter O lado esquerdo da Praça Visconde de Sinimbu - de frente para a Avenida da Paz - se transformou no mais novo estacionamento gratuito em área pública no centro de Maceió. O abandono também se estende à parte central da praça, onde está o busto do visconde. O fato tem causado indignação de moradores, pedestres e comerciantes, que investiram nessas áreas. Até o busto em bronze do ?mijãozinho?, que derramava suas águas como fonte sobre os azulejos da praça, foi roubado e derretido. Atualmente, a praça é também pouso certo dos sem-terra que aportam na capital. O problema é admitido pela prefeitura. Segundo o diretor do Departamento de Praças e Jardins, Aílton Pacheco, desde que assumiu a administração dos logradouros públicos, a realidade de depredação tem até modificado o padrão dos novos projetos.?Onde já conseguimos atuar tivemos que modificar as placas. Agora, ao invés de bronze utilizamos acrílico ou concreto. Mas até o acrílico eles quebram para fazer time de botão?, disse Aílton. Quanto à reforma da praça, Ailton Pacheco disse que ela será beneficiada por projetos e obras, porém, não existem prazos definidos para que isso ocorra. Uma das alternativas apresentadas pelo diretor é a inclusão da praça no projeto Petrobras ?Adote uma praça?, que restaura projetos originais. ?Mas no caso da estátua do mijãozinho que ficava lá, só se encomendarem outra?, argumentou. É que, segundo ele, o busto em bronze não foi perdoado pelos vândalos. Primeiro - a pedradas - eles conseguiram quebrá-la pela metade. Depois, uma obra de engenharia conseguiu eliminar o restante do monumento. ABANDONO Enquanto a solução não vem, o abandono da Praça Sinimbu tem incomodado a quem mora em seu entorno. A decadência da praça foi presenciada de perto pela comerciante Luzinete Portela. Com 12 anos de praça, ela não esconde a decepção. ?Enquanto a praça vira acampamento de sem-terra ou canteiro de obras, nós temos que pagar impostos?, desabafou Marinete, proprietária de uma banca de revistas defronte da área mais afetada. O saudosismo deu lugar ao ceticismo em relação ao futuro. ?Se eles refizerem a fonte do mijãozinho ela vai se tornar ponto de banho para mendigos e meninos de rua?, acredita. A moradora e comerciante Aparecida Lacerda se queixa do problema de segurança. Ela conta que sem iluminação e depredada a praça não é mais um atrativo, mas sim um referência negativa. ?Quando os sem-terra estão aqui, minha loja fica prejudicada porque ninguém aparece. Mas, além disso, é a violência que me assusta. Minha loja já foi assaltada duas vezes e a todo momento vejo novos ataques?, revela Aparecida.