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Ato ecum�nico lembra morte de adolescente e pede paz

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| MARCOS RODRIGUES Repórter A morte brutal do adolescente Charlie Willie Gomes da Silva, 15, na última quarta-feira (7), em decorrência de um atropelamento, ocorrido na sexta-feira (2), será lembrada hoje, durante ato ecumênico marcado para as 15h, na Praça Lucena Maranhão, em Bebedouro. Amigos do Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, integrantes da Pastoral da Criança, vizinhos, além de lideranças religiosas vão se unir ao drama da família do jovem para pedir paz. A proposta é que saiam em passeata pelas principais ruas do bairro, com camisetas e lenços brancos. ?Quero que isso sirva de alerta para as pessoas. É preciso que tenhamos paz, mas para isso temos que clamar por ela?, disse o pai de Charlie, o funcionário público José Augusto da Silva, ontem, enquanto resolvia os últimos detalhes da documentação do filho sepultado. José, que é evangélico, mesmo ainda transtornado com a morte do filho, que foi esfolado vivo após ser arrastado por 320 metros, por uma caminhonete L-200, acredita que a fé é o seu melhor conforto. ?Temos que buscar forças em Deus. É uma dor que somente ele pode sanar?, observa o pai. Desde que o filho foi internado até o seu sepultamento José tem se preocupado em como arcar com os gastos. Para pagar as despesas com funeral ele adiantou que vai fazer um empréstimo no início da próxima semana. ?O funeral custou R$ 1.500. Vou pagar e depois parentes vão me ajudar com o restante?, revelou José Augusto. Sua ex-mulher, Maria Quitéria Gomes, ainda muito abalada com a morte do filho, está desempregada e mora com a filha Kayte Winnie Gomes. Boas Lembranças Ao falar do filho, José Augusto destaca sua disposição para o trabalho. Segundo conta, o garoto, que trabalhava como entregador no bairro, já foi, inclusive, borracheiro. ?Ele era estudioso e gostava do trabalho. Queria cursar mecânica no Senai, mas sem largar os estudos regulares. Dizia que estava numa fase em que precisava montar o seu currículo?, disse o pai. Sobre o acidente provocado pela comerciante Amélia Acioly Casado, 60, ele evita comentários. Apenas diz ter certeza de o filho estaria vivo se ela, ao invés de acelerar, tivesse parado para prestar socorro. ?Quando ela optou por acelerar, acabou atropelando-o duas vezes?, acrescentou José Augusto. O ato da motorista, até o momento, não tem explicações para a família de Charlie. A filha de Amélia, Rosa Angélica Acioly, 29, conta que a mãe não parou por causa das ameaças de linchamento. Segundo testemunhas, Amélia parou somente porque foi seguida por um carro da polícia.

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